terça-feira, 30 de junho de 2026

Caso Benício Xavier: Laudo pericial descarta falha em sistema de hospital, contrariando versão de médica

O Instituto de Criminalística (IC) do Amazonas divulgou, nesta quinta-feira (22), laudo que conclui não haver evidências de falha técnica, erro de sistema ou mau funcionamento no software de prescrição médica Tasy EMR utilizado pelo Hospital Santa Júlia, em Manaus. O sistema estava em uso no atendimento do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que morreu em 22 de novembro de 2025 após receber adrenalina por via intravenosa em vez de inalação.

De acordo com os periciais, o sistema operava conforme projetado e todas as informações registradas como medicação, dosagem, via de administração e forma de prescrição foram processadas, armazenadas e encaminhadas à farmácia sem inconsistências ou alterações automáticas indevidas.

Em dezembro, a defesa da médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, apresentou à Polícia Civil um vídeo que, segundo os advogados, demonstrava falhas no sistema eletrônico do hospital, alterando a forma de administração do medicamento de alta vigilância. A tese sustentada era a de que a indicação da via intravenosa no prontuário teria sido resultado de uma modificação automática do software, e não de uma escolha da profissional, erro humano.

A defesa afirmou que a médica havia registrado a administração da adrenalina por via inalatória, mas que o sistema, supostamente instável naquele dia, teria alterado a via para intravenosa sem que ela percebesse. Advogados citaram ainda relatos de outros profissionais sobre problemas semelhantes.

Diante da alegação, o delegado Marcelo Martins de Almeida Silva, do 24° Distrito Integrado de Polícia, requisitou perícia técnica no equipamento do hospital.

Decisão final é do médico

O exame pericial demonstrou que, ao selecionar o medicamento “Adrenalina (Epinefrina) 1 mg/ml injetável”, o sistema sugere automaticamente a via intravenosa devido a uma configuração padrão definida pelo hospital. No entanto, o laudo ressalta que o médico tem plena autonomia para alterar essa via, podendo optar por inalatória, intramuscular ou subcutânea antes de confirmar a prescrição.

Em simulações controladas, os peritos comprovaram que a via só permanece como intravenosa se o médico mantiver a opção. Qualquer alteração feita pelo profissional é salva corretamente, sem reversão automática.

Outro aspecto analisado foi a diferença entre prescrever a adrenalina como “medicamento” ou como “solução”. Na categoria “solução”, o sistema restringe a via exclusivamente à intravenosa, uma configuração técnica específica do Tasy. Ainda assim, essa escolha exige ação deliberada do médico e não ocorre de forma autônoma.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

influ2
Influenciador 'Spoteff', que atraía vít1mas em jogos do Roblox, é pr3s0 com vídeos ínt1m0s de cr1anç@s
images (1)
Mulher prova acordo feito no Whatsapp com o ex e ele divide prêmio de R$ 117,5 milhões da Mega-Sena
4d9993c0-8bb6-40ca-9971-336530724913
Em Boa Vista do Ramos, governador Roberto Cidade entrega novo núcleo de ensino da UEA e reforça compromisso com a educação superior do estado
x(6)
Pastor aproveita ida da esposa e do filho à igreja e ab*s4 da sogra de 91 anos
ingoldf
Vídeo: Suposto rac1smo religioso é apurado pela PM-AM em ação de policiais em terreiro
04119750-b50e-41b4-9d5a-715c4ea8329f
Muito além do Festival: Maria do Carmo defende Parintins como vitrine do Amazonas o ano inteiro, gerando emprego e renda
mulher-morta
Mulher de 55 anos m0rre após ser agr3dida dentro de apartamento; autor se relacionava com ela
IMG_1010
Governador Roberto Cidade manifesta solidariedade à Venezuela e defende apoio após terremotos
eloa
Tenente da Rota que é irmão de Eloá Pimentel é bal3ad0 na cabeça
ccdb51e8-3e22-4f4f-991a-7d62cc51f45f
Em Parintins, Wilson Lima relembra ações de sua gestão que transformaram o festival e a infraestrutura da cidade
Verified by MonsterInsights