terça-feira, 24 de março de 2026

Caso Benício Xavier: Laudo pericial descarta falha em sistema de hospital, contrariando versão de médica

O Instituto de Criminalística (IC) do Amazonas divulgou, nesta quinta-feira (22), laudo que conclui não haver evidências de falha técnica, erro de sistema ou mau funcionamento no software de prescrição médica Tasy EMR utilizado pelo Hospital Santa Júlia, em Manaus. O sistema estava em uso no atendimento do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que morreu em 22 de novembro de 2025 após receber adrenalina por via intravenosa em vez de inalação.

De acordo com os periciais, o sistema operava conforme projetado e todas as informações registradas como medicação, dosagem, via de administração e forma de prescrição foram processadas, armazenadas e encaminhadas à farmácia sem inconsistências ou alterações automáticas indevidas.

Em dezembro, a defesa da médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, apresentou à Polícia Civil um vídeo que, segundo os advogados, demonstrava falhas no sistema eletrônico do hospital, alterando a forma de administração do medicamento de alta vigilância. A tese sustentada era a de que a indicação da via intravenosa no prontuário teria sido resultado de uma modificação automática do software, e não de uma escolha da profissional, erro humano.

A defesa afirmou que a médica havia registrado a administração da adrenalina por via inalatória, mas que o sistema, supostamente instável naquele dia, teria alterado a via para intravenosa sem que ela percebesse. Advogados citaram ainda relatos de outros profissionais sobre problemas semelhantes.

Diante da alegação, o delegado Marcelo Martins de Almeida Silva, do 24° Distrito Integrado de Polícia, requisitou perícia técnica no equipamento do hospital.

Decisão final é do médico

O exame pericial demonstrou que, ao selecionar o medicamento “Adrenalina (Epinefrina) 1 mg/ml injetável”, o sistema sugere automaticamente a via intravenosa devido a uma configuração padrão definida pelo hospital. No entanto, o laudo ressalta que o médico tem plena autonomia para alterar essa via, podendo optar por inalatória, intramuscular ou subcutânea antes de confirmar a prescrição.

Em simulações controladas, os peritos comprovaram que a via só permanece como intravenosa se o médico mantiver a opção. Qualquer alteração feita pelo profissional é salva corretamente, sem reversão automática.

Outro aspecto analisado foi a diferença entre prescrever a adrenalina como “medicamento” ou como “solução”. Na categoria “solução”, o sistema restringe a via exclusivamente à intravenosa, uma configuração técnica específica do Tasy. Ainda assim, essa escolha exige ação deliberada do médico e não ocorre de forma autônoma.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

x(225)
Color Jitsu: a estratégia que une educação, esporte e proteção para crianças longe das telas
Design sem nome (3)
Caso Benício: médica é suspeita de usar vídeo adulterado para tentar enganar a Justiça
x(216)
Desembargador amigo de coronel acusado de m4tar esposa PM é investigado após ir na cena do crime
Justiça solta mãe de Henry Borel, acusada de não impedir agressões que levaram à morte do filho
Justiça solta mãe de Henry Borel, acusada de não impedir agressões que levaram à morte do filho
dayse
Visto como possessivo e controlador, policial federal não aceita fim da relação e m@ta namorada comandante
B3C0BB78-DEBD-4EA9-985A-469B993F3414
Presidente Roberto Cidade recebe da conselheira Yara Lins o relatório de prestação de contas do TCE-AM
bolsonarodf
PGR dá parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro
Nosso primeiro passeio depois da alta ❤️❤️❤️❤️❤️ ALANA VIVE🙏
Jovem que sobreviveu após levar 30 f@cadas de homem obc3cad0 faz primeiro passeio após alta
empresaria
Diretor de presídio é suspeito de m@tar empresária em hotel de Aracaju e tentar su1cídi0 em seguida
namorados
Jovem é m0rta com f@cada pelo namorado e depois ele assume para a mãe: 'Não aguentava mais a Raiane'
Verified by MonsterInsights