A promotora de Justiça Patrícia Paula dos Santos se envolveu em uma discussão com militares do Exército Brasileiro durante uma abordagem realizada na zona rural de Plácido de Castro, no interior do Acre. O caso aconteceu no último dia 30 de abril, durante a Operação Ágata 2026, e ganhou repercussão após um vídeo da situação circular nas redes sociais.
De acordo com a promotora, ela e o marido retornavam de Acrelândia para Rio Branco quando passaram por três bloqueios montados na estrada. Incomodada com a quantidade de abordagens, Patrícia questionou os militares sobre a legalidade da operação e decidiu gravar parte da ação. Ela afirma que os bloqueios ocorreram sem apoio da Polícia Militar e classificou a atuação como abusiva.
Patrícia também criticou a revista feita no veículo do casal, alegando que não havia “fundada suspeita”, como prevê o Código de Processo Penal. A promotora afirmou ainda que não utilizou o cargo para evitar a fiscalização, mas apresentou a carteira funcional durante uma das abordagens. Ela disse que pretende procurar o comando do Exército para questionar oficialmente a operação.
Já o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron) informou que a fiscalização fazia parte de uma ação nacional de combate a crimes transfronteiriços e ambientais. O órgão destacou que o Exército possui respaldo legal para atuar na região de fronteira e afirmou que o local estava devidamente sinalizado. Segundo o Gefron, a promotora estava exaltada durante a discussão e foi liberada após a revista no veículo.