Condenado por um homicídio e foragido do sistema prisional desde outubro do ano passado, Cláudio Pacheco, de 42 anos, conhecido como “Coringa”, voltou a matar. Desta vez, a vítima foi Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, estudante de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Após estrangular a jovem, ele trocou o celular dela por seis pedras de crack em uma boca de fumo de Santana.
O crime aconteceu na loja onde Ana Paula trabalhava sozinha. Imagens de câmeras de segurança mostraram o suspeito fugindo de bicicleta, sem levar nada do estabelecimento, apenas o aparelho da vítima. A proprietária do comércio percebeu movimentação estranha pelas câmeras e foi até o local. No caminho, encontrou uma viatura da Polícia Militar e pediu ajuda. Ao entrarem na loja, os agentes encontraram a jovem morta no depósito, com sinais de estrangulamento.
A prisão de Cláudio ocorreu na noite de segunda-feira (9), no bairro Elesbão, em Santana, durante uma operação integrada do 4º Batalhão da PM, Bope, GTA e 1ª Delegacia de Polícia de Santana. No momento da abordagem, a companheira do suspeito tentou acobertá-lo, alegando que os arranhões no corpo dele eram resultado de uma briga entre os dois. No entanto, os policiais já conheciam o histórico de Cláudio, foragido do Iapen desde outubro de 2025, condenado por homicídio qualificado contra uma mulher de 24 anos.
Durante as buscas, a polícia localizou roupas, uma bicicleta e objetos pessoais que ligavam o suspeito ao assassinato de Ana Paula. “A calça e a sandália estavam sujas de tinta, resultado da luta corporal com a vítima. Ele chegou a pintar a mão dela para tentar encobrir marcas. Também encontramos o chapéu que ele usava, jogado em uma área de mata”, detalhou o capitão Bryan Muller, do GTA.
O rastreamento do celular da vítima levou os agentes até uma boca de fumo na área portuária de Santana. Lá, descobriram que o aparelho havia sido trocado por seis pedras de crack. Segundo a Polícia Civil, Cláudio é usuário de drogas e confessou que estava sob efeito de entorpecentes no momento do crime.
O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) e não como feminicídio. A morte da jovem comoveu familiares, amigos e a comunidade acadêmica.