Documentos da Polícia Federal (PF) apontam que Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, ameaçou divulgar informações que, segundo ela, comprometeriam a família do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material integra a investigação da Operação Compliance Zero e teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (16).
Conforme a PF, após a prisão e a morte de Sicário, familiares dele passaram a enfrentar dificuldades financeiras. Mensagens analisadas pelos investigadores mostram Joana cobrando ajuda de pessoas ligadas à família Vorcaro e relatando problemas para arcar com despesas pessoais. A investigação indica que interlocutores próximos aos investigados atuaram para tentar solucionar a situação.
As apurações também revelam que Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo”, apontado pela PF como integrante do grupo investigado, participou de reuniões e trocou mensagens tratando de assuntos relacionados à família Mourão. Em uma das conversas interceptadas, Joana afirmou que pretendia expor informações envolvendo Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.
Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de que recursos possam ter sido repassados a familiares de Sicário por meio de movimentações empresariais que agora são analisadas pelos investigadores. A corporação apura se as operações podem estar relacionadas à ocultação de valores ligados às atividades atribuídas ao grupo investigado na Operação Compliance Zero.