terça-feira, 13 de outubro de 2026

Motorista da Polícia Civil é morto pelo próprio filho, um pregador evangélico, por causa de caminhonete

O motorista da Polícia Civil João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, foi localizado sem vida na última segunda-feira (15), após desaparecer no sábado (13). O filho da vítima, o pregador evangélico e influenciador Flávio Lourenço, conhecido como “Flávio Salgado, foi preso e apontado como o principal suspeito do latrocínio, tendo informado às autoridades onde o corpo do pai estava escondido. A caminhonete de João também foi recuperada em Goiânia.

O desaparecimento foi registrado após João Lourenço sumir de casa no bairro Parque Jardim Buriti, em Goiânia, e não retornar. Familiares compartilharam as buscas nas redes sociais e chegaram a encontrar o celular da vítima quebrado, além de objetos pessoais. A última atividade do motorista em um aplicativo de mensagens ocorreu por volta das 10h do sábado.

Segundo a polícia, Flávio Salgado chegou ao local com os comparsas, mais cinco pessoas, e obrigou o pai a dar a caminhonete e a fazer transferências bancárias. Como a vítima não cedeu, acabou baleada e morta pelo próprio filho.

Em seguida, o corpo foi removido e ocultado em uma área de mata na região oeste da capital. Um dia depois, na terça-feira (16), o pregador evangélico contou a verdade à polícia sobre o ocorrido e levou os policias até o corpo.

Conhecido no meio evangélico, Flávio participava de cultos, fazia pregações e gravava vídeos com mensagens de fé e reflexões bíblicas para as redes sociais. Em muitas delas, falava sobre valores cristãos, desapego material e princípios religiosos.

Ao todo, seis pessoas foram presas em flagrante, pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver, receptação, favorecimento pessoal e posse irregular de arma de fogo. 

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