O escritório de advocacia que representa o Observatório do Clima na ação que suspendeu as licitações para obras no “trecho do meio” da BR-319 tem entre as sócias a filha da ministra Marina Silva, afirmou o senador Eduardo Braga em vídeo divulgado nas redes sociais.
Na publicação, o parlamentar criticou a decisão da Justiça Federal que determinou a paralisação, por 70 dias, dos processos de licitação conduzidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A liminar, assinada pela juíza Mara Elisa Andrade, suspende obras avaliadas em R$ 678 milhões.
Eduardo Braga anunciou que vai buscar apoio no Congresso Nacional para tentar reverter a decisão. Segundo ele, a suspensão prejudica diretamente o Amazonas e pode comprometer outros projetos de infraestrutura no país.
O senador também defendeu a importância da BR-319 como principal ligação terrestre do Amazonas com o restante do Brasil. De acordo com ele, a falta de obras na rodovia afeta o transporte, eleva o custo de vida e dificulta o acesso a serviços básicos.
Braga ainda afirmou que a medida contraria a Lei nº 15.190/2025, que prevê dispensa de licenciamento ambiental para melhorias em rodovias já existentes, e rebateu críticas sobre impactos ambientais na região.