terça-feira, 13 de outubro de 2026

Investigador da PC-AM e treinador de jiu-jitsu é pr3s0 em Manaus por cr1mes s3xuais contra m3n0r3s

Um dos técnicos mais influentes do jiu-jitsu brasileiro, Melqui Galvão, de 47 anos, foi preso temporariamente nesta terça-feira (28) em Manaus. Ele é investigado por crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico contra menores. O mandado de prisão de 30 dias foi emitido pela Justiça de São Paulo no dia 23 de abril, dentro de um processo sigiloso que também autorizou buscas e quebras de sigilo.

As investigações apontam que as infrações teriam sido cometidas contra menores de idade em um ambiente de confiança entre professor e alunos. Relatos colhidos sugerem ainda que vítimas receberam ameaças para não denunciar os episódios.

Galvão, que também é investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), se apresentou espontaneamente às autoridades e permanece preso na capital amazonense. A Corregedoria da instituição deve abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para examinar sua conduta funcional.

Reconhecido por revelar atletas de alto nível como Diogo Reis, Fabricio Andrey e Brenda Larissa, Melqui Galvão também se destacou por projetos sociais que atendiam jovens de comunidades vulneráveis em Manaus.

A prisão gerou forte reação no universo do jiu-jitsu: competidores e marcas patrocinadoras vêm sendo cobrados por um posicionamento público.

Até o momento, não há sentença condenatória. A apuração tramita em segredo de Justiça, devendo ser garantidos o contraditório e a ampla defesa.

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