Um dos técnicos mais influentes do jiu-jitsu brasileiro, Melqui Galvão, de 47 anos, foi preso temporariamente nesta terça-feira (28) em Manaus. Ele é investigado por crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico contra menores. O mandado de prisão de 30 dias foi emitido pela Justiça de São Paulo no dia 23 de abril, dentro de um processo sigiloso que também autorizou buscas e quebras de sigilo.
As investigações apontam que as infrações teriam sido cometidas contra menores de idade em um ambiente de confiança entre professor e alunos. Relatos colhidos sugerem ainda que vítimas receberam ameaças para não denunciar os episódios.
Galvão, que também é investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), se apresentou espontaneamente às autoridades e permanece preso na capital amazonense. A Corregedoria da instituição deve abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para examinar sua conduta funcional.
Reconhecido por revelar atletas de alto nível como Diogo Reis, Fabricio Andrey e Brenda Larissa, Melqui Galvão também se destacou por projetos sociais que atendiam jovens de comunidades vulneráveis em Manaus.
A prisão gerou forte reação no universo do jiu-jitsu: competidores e marcas patrocinadoras vêm sendo cobrados por um posicionamento público.
Até o momento, não há sentença condenatória. A apuração tramita em segredo de Justiça, devendo ser garantidos o contraditório e a ampla defesa.