Francisco da Silva Pimentel, de 36 anos, e Flaviana da Silva Pimentel, de 27, foram brutalmente assassinados no município de Boca do Acre, interior do Amazonas, na última segunda-feira (20). O autor do duplo homicídio, conforme apurado pelas autoridades locais, é o próprio irmão das vítimas, identificado como Renildo da Silva Pimentel, de 25 anos, que se encontra foragido desde a consumação dos atos de extrema violência.
A dinâmica do crime, reconstituída com base nos depoimentos de testemunhas oculares, revela uma sequência estarrecedora de abusos e agressões. Renildo teria sido flagrado por Francisco no momento em que praticava atos libidinosos contra uma sobrinha de apenas 7 anos de idade. Ao tentar intervir em defesa da menor, Francisco foi surpreendido e atacado com golpes fatais desferidos por um terçado.
Na sequência da primeira execução, Flaviana, que era a genitora da criança violentada, correu para socorrer o irmão que já estava caído e gravemente ferido. Ao se aproximar do agressor para tentar contê-lo, a jovem mãe também foi alvo da fúria homicida de Renildo, que a golpeou repetidamente até a morte, utilizando a mesma arma branca.
Não satisfeito com a dimensão da tragédia familiar, o suspeito partiu para cima da própria genitora, uma idosa de 60 anos, na tentativa de sufocá-la. Após perpetrar as mortes e a tentativa de asfixia, Renildo fugiu do local, sequestrando a sobrinha que havia acabado de violentar. A criança foi mantida em cativeiro por um período e, posteriormente, abandonada em uma vicinal, apresentando lesões aparentes na região da face em decorrência das agressões sofridas.
A Polícia Civil do Amazonas, que já instaurou inquérito para apurar o caso, informou que há fortes indícios de que o homicida agiu sob o efeito de substâncias entorpecentes. A menina vítima de estupro foi resgatada e submetida a cuidados médicos emergenciais, sendo transferida na noite de segunda-feira para uma unidade de saúde de maior complexidade em Rio Branco, no estado do Acre, onde recebe atendimento especializado.
A brutalidade do crime gerou forte comoção e revolta na região, a ponto de vídeos que mostravam os corpos das vítimas terem circulado amplamente em aplicativos de mensagens. Segundo informações extraoficiais que ecoam na cidade, a barbárie despertou a atenção e a fúria de grupos criminosos organizados com atuação na área, os quais teriam supostamente decretado a execução sumária de Renildo como forma de “justiçamento”.
Diante da gravidade da situação e do risco iminente que o foragido representa, as forças de segurança de Boca do Acre reforçam o apelo à população para que colabore com informações que possam levar à sua captura. É garantido o anonimato total aos denunciantes que entrarem em contato por meio do número de WhatsApp disponibilizado para tal fim: (97) 98119-1990.