terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Omar Aziz critica pirotecnia em operação pequenos garimpeiros no Rio Madeira e pede punição a verdadeiros criminosos

O senador Omar Aziz (PSD-AM), na Comissão de Infraestrutura do Senado, criticou a pirotecnia na recente operação da Polícia Federal em municípios da Calha do Rio Madeira, como Manicoré e Humaitá. A ação, que resultou na destruição de garimpos e embarcações, foi classificada pelo parlamentar como um ataque desproporcional que atingiu principalmente pequenos extrativistas e famílias humildes da região.

“Eu não só vi como presenciei tudo isso ontem e ontem mesmo tomei a iniciativa de questionar o porquê dessa operação. O mais engraçado de tudo é que vão lá, tocam fogo, dizem que é o narcotráfico e não prenderam ninguém. Veja bem, não prenderam absolutamente ninguém, só destruíram, poluíram, prejudicaram, e tem pessoas que moram nessas embarcações porque não têm moradia”, afirmou Omar.

O senador destacou a diferença entre o extrativismo de pequena escala e as operações de grande impacto ambiental, cobrando da Polícia Federal explicações sobre os alvos da ação. “Quando você fala numa bitola de seis polegadas, é extrativismo; quando fala em 30, 40 polegadas, é outra coisa. Eu quero saber do Andrei Rodrigues (diretor-geral da PF) quem foi o traficante preso nessa operação. Quem foi preso? Não houve nenhum. O que houve foi prejuízo para pessoas pobres do Rio Madeira, principalmente de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda”, disse.

Omar também questionou a autorização judicial que respaldou a operação e cobrou transparência sobre as provas utilizadas. “A Polícia Federal não faz isso sem ordem da Justiça. Precisamos saber quem foi o juiz que autorizou e quais as provas concretas que ligam a operação ao narcotráfico. Se existem narcotraficantes, que sejam presos e responsabilizados. Mas não podemos permitir que trabalhadores humildes sejam tratados como criminosos”, reforçou.

Para o senador, a ausência de regulamentação do garimpo de pequena escala no Brasil tem agravado a situação. Ele lembrou que projetos para disciplinar a atividade tramitam há mais de 15 anos na Câmara dos Deputados. “Se houvesse regulamentação, o ouro ficaria no Brasil, comercializado pela Caixa Econômica, e não seria escoado ilegalmente para Colômbia, Venezuela e outros países. O que não podemos aceitar é pirotecnia com explosões e helicópteros sobrevoando, enquanto os verdadeiros responsáveis continuam impunes”, afirmou.

“Nós não aceitamos que pessoas humildes, trabalhadoras, sejam tratadas como narcotraficantes. Se existem criminosos, que sejam presos e seus nomes revelados. O que não podemos aceitar é destruir embarcações e criminalizar quem depende do extrativismo para sobreviver”, finalizou Omar.

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