Durante coletiva sobre a Operação Perfidus, o delegado Rafael Bianchi fez uma declaração que chamou atenção ao comentar a prisão de policiais investigados por envolvimento com o tráfico de drogas. Ao ser questionado sobre a investigação contra colegas de profissão, ele respondeu: “Eu não entrei na Polícia para fazer amizade. Eu entrei para prender criminoso”.
A operação foi deflagrada na terça-feira (2) pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB) e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A ação resultou na prisão do delegado Braz Morroni de Paiva, titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), além dos investigadores Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apontados como integrantes de um esquema ligado ao tráfico de drogas.
Ao falar sobre o caso, Rafael Bianchi afirmou que a corporação não deve proteger integrantes suspeitos de crimes apenas por fazerem parte da instituição. “Se for bandido, vai ser preso. Não interessa quem seja”, declarou o delegado durante a entrevista.
Conforme as investigações, os suspeitos utilizavam informações privilegiadas, sistemas internos e a própria estrutura policial para favorecer integrantes de uma organização criminosa. A apuração também aponta suspeitas de repasse de informações sigilosas, facilitação de ações criminosas e desvios de drogas apreendidas.
Encerrando a resposta, o delegado fez a declaração que mais repercutiu: “A Polícia não é uma fábrica de papel higiênico”. A frase foi dita ao defender que policiais envolvidos com organizações criminosas devem ser responsabilizados da mesma forma que qualquer outro investigado.