quarta-feira, 14 de outubro de 2026

“Não entrei na Polícia para fazer amizade”, dispara delegado que colocou colegas policiais na cadeia por tráfico

"Não entrei na Polícia para fazer amizade", dispara delegado que colocou colegas policiais na cadeia por tráfico
Foto: Gabriel Alburquerque/Rede Mais

Durante coletiva sobre a Operação Perfidus, o delegado Rafael Bianchi fez uma declaração que chamou atenção ao comentar a prisão de policiais investigados por envolvimento com o tráfico de drogas. Ao ser questionado sobre a investigação contra colegas de profissão, ele respondeu: “Eu não entrei na Polícia para fazer amizade. Eu entrei para prender criminoso”.

A operação foi deflagrada na terça-feira (2) pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB) e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A ação resultou na prisão do delegado Braz Morroni de Paiva, titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), além dos investigadores Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apontados como integrantes de um esquema ligado ao tráfico de drogas.

Ao falar sobre o caso, Rafael Bianchi afirmou que a corporação não deve proteger integrantes suspeitos de crimes apenas por fazerem parte da instituição. “Se for bandido, vai ser preso. Não interessa quem seja”, declarou o delegado durante a entrevista.

Conforme as investigações, os suspeitos utilizavam informações privilegiadas, sistemas internos e a própria estrutura policial para favorecer integrantes de uma organização criminosa. A apuração também aponta suspeitas de repasse de informações sigilosas, facilitação de ações criminosas e desvios de drogas apreendidas.

Encerrando a resposta, o delegado fez a declaração que mais repercutiu: “A Polícia não é uma fábrica de papel higiênico”. A frase foi dita ao defender que policiais envolvidos com organizações criminosas devem ser responsabilizados da mesma forma que qualquer outro investigado.

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