sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Suzane von Richthofen causa tumulto em delegacia ao tentar liberar corpo do tio, encontrado m0rt0 em casa

Condenada a mais de 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen gerou confusão no 27º Distrito Policial (Campo Belo), na zona sul de São Paulo, no último sábado (10). Ela tentou assumir a liberação do corpo do tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, encontrado morto em sua residência na região na sexta-feira (9).

De acordo com as autoridades, os trâmites já estavam sendo realizados por uma prima de Miguel. Suzane, no entanto, insistiu em tomar a frente sob alegação de ter o parentesco necessário para conduzir o processo, o que acabou retardando a finalização da documentação.

Os agentes de plantão a reconheceram. Ela se apresentou no distrito com seu nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz – adotado após seu casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem tem um filho.

A mulher também se dirigiu ao Instituto Médico Legal (IML) na tentativa de liberar o corpo do tio. Miguel Abdalla foi, em vida, ex-inventariante do espólio e tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane e filho do casal assassinado.

Morte sob investigação

Apesar de não apresentar sinais de violência aparentes, o falecimento do médico foi registrado como morte suspeita e é alvo de inquérito na mesma delegacia que investigou o assassinato dos pais de Suzane, ocorrido em outubro de 2002. O crime foi executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a pedido da própria filha.

Miguel Abdalla era o tutor de Andreas e administrava o inventário dos bens de Marísia e Manfred von Richthofen até julho de 2005, quando o jovem, ao completar 18 anos, assumiu o cargo. A mudança ocorreu após Suzane solicitar judicialmente a remoção do tio, acusando-o de sonegar bens da herança.

Em 2006, Abdalla chegou a relatar à Justiça que Suzane havia sido vista “rondando” a casa onde ele morava com a própria mãe e Andreas. O fato motivou um pedido de prisão preventiva da ré pelo Ministério Público de São Paulo na época.

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