terça-feira, 14 de abril de 2026

Magistrados são ‘totalmente ultrajados’ e ‘não tem água’, afirma representante da categoria no STF

A ex-juíza e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares, afirmou nesta quarta-feira (25) que juízes de primeira instância enfrentam falta de condições básicas de trabalho ao defender o pagamento de verbas indenizatórias, os chamados “penduricalhos”. A manifestação ocorreu durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode referendar decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam o pagamento de penduricalhos ilegais no funcionalismo público.

“O juiz de primeiro grau não tem carro, paga do próprio bolso o combustível, o carro financiado. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café, ministro Dino”, declarou Soares, dirigindo-se ao magistrado presente na sessão.

A representante da ABMT afirmou ainda que desembargadores “mal tem um lanche”. Segundo ela, atualmente um juiz não tem segurança jurídica e “não sabe o que vai receber no mês seguinte”. “O desembargador também não tem quase nada. Não tem mais nada também. Mal tem um lanche, pelo menos no Rio de Janeiro, eu não estou sabendo mais dos lanches”, acrescentou.

Crítica ao termo “penduricalho”

A juíza aposentada reclamou do uso da expressão “penduricalho”, alegando que integrantes da magistratura já são “totalmente ultrajados” por “um grupo que aterroriza e quer trazer instabilidade para o Poder Judiciário”. Soares defendeu a “equalização” remuneratória da categoria.

“A expressão ‘penduricalho’ é extremamente negativa. Não tem nenhum penduricalho, por que não tem nada pendurado em lugar nenhum, linguisticamente falando. O que temos são pagamentos baseados em legislação estadual ou resolução do CNJ”, afirmou.

O STF analisa a constitucionalidade dos chamados penduricalhos — vantagens salariais que elevam os vencimentos de magistrados e membros do Ministério Público acima do teto constitucional. As decisões de Dino e Gilmar Mendes suspenderam pagamentos considerados ilegais, mas o plenário ainda vai referendar ou não as medidas.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

x(31)
Estudantes de direito são investigados pelo MPF após ataque com arma de choque em morador de rua
538fc769-11ef-4dad-889f-52926d5c485a
Novo PAC Sumaúma: Governador interino Roberto Cidade inaugura unidade revitalizada na zona norte de Manaus
mae-
Filho é pres0 durante o velório da mãe após m@tá-la e d3cepar d3do da vítima para acessar contas bancárias
recruta
Jovem recruta é encontrado m0rt0 em quartel da Força Aérea e família denunc1a pr3ssã0 psicológica
placas
Placas de carro voltam a ter município e estado exibidos após Projeto de Lei ser aprovado
x(20)
Morre empresário investigado por coação a porteiro no caso do cão Orelha espancado por menores
x(18)
Em vistoria de obras do Residencial Compensa, governador interino Roberto Cidade destaca continuidade dos projetos habitacionais no Amazonas
14b2055b-bb2f-4651-9f91-45b1581dc2fe
Em vistoria de obras do Residencial Compensa, governador interino Roberto Cidade destaca continuidade dos projetos habitacionais no Amazonas
6835393a-c0f8-47d6-ba70-05f7fd9633d6
Sai edital de licitação para recuperar trecho do meio da BR-319 e Omar Aziz destaca momento histórico para o Amazonas
j0vem
Por suposto 'verdade ou desafio', jovem pers3gue morador de rua e usa arm@ de choqu3 em frente a faculdade; veja
Verified by MonsterInsights