Um flagrante constrangedor expôs mais uma falha grave na segurança do sistema prisional paulista. O professor de jiu-jítsu de Manaus, Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão foi surpreendido com um celular escondido dentro da cueca durante uma vistoria relâmpago no Presídio da Polícia Civil, em Santana, na Zona Norte de São Paulo. Ele está preso preventivamente pelo estupro e outros crimes sexuais contra alunas.
A operação, deflagrada em 25 de junho, foi motivada por denúncias anônimas que apontavam a circulação irregular de aparelhos entre os custodiados. Agentes da Corregedoria Geral, com reforço da Chefia dos Investigadores, revistaram celas e detentos.
Foi na revista pessoal que o artefato proibido despencou das roupas íntimas de Melqui Galvão: um celular Motorola azul, envolto em uma capa transparente, prontamente apreendido. Outros quatro aparelhos e acessórios também foram localizados com diferentes presos na mesma ação.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a Corregedoria da Polícia Civil instaurou um inquérito policial, um procedimento correcional e um procedimento disciplinar interno para aprofundar as investigações, identificar todos os envolvidos e aplicar as sanções cabíveis.
Essa não é a primeira vez que facilitam para o treinador. Quando foi preso em Manaus em maio, pelo mandado de São Paulo, Melqui ficou na carceragem da Delegacia Geral da Polícia do Amazonas. No local, ele teria feito videochamada a partir do celular do irmão, um servidor da PC-AM.
À época, foi denunciado que o suspeito usou o aparelho para ameaçar as vítimas e para impedi-las de seguirem com as denúncias.