A investigação do duplo homicídio que abalou Maxaranguape, no Rio Grande do Norte, ganhou contornos ainda mais sombrios com as descobertas feitas na residência do principal suspeito. Agentes da Polícia Civil potiguar localizaram vestígios de sangue, munições e estojos de diferentes calibres na casa do policial penal apontado como autor dos assassinatos de Daiane Gonçalves da Silva, de 37 anos, e do pai dela, Denilson Paiva de Oliveira, de 59 anos.
Ex-companheiro de Daiane, o investigado é suspeito de invadir a residência das vítimas na noite de terça-feira (14), disparar contra ambos e fugir em seguida, deixando um rastro de dor e revolta. Familiares e testemunhas relataram aos investigadores que ele não aceitava o fim do relacionamento e já havia feito ameaças anteriores, um histórico que agora reforça a tese de feminicídio seguido de homicídio.
A cena do crime era de partir o coração. Dentro da casa onde moravam, Daiane foi encontrada sem vida sobre a cama. Denilson tombou na sala, ambos alvejados de forma brutal. Os materiais balísticos e biológicos recolhidos pela perícia nos diferentes endereços ligados ao caso foram encaminhados para análise técnica, na expectativa de que as provas definam a autoria.
O suspeito, que integra os quadros da polícia penal, está afastado das funções por licença médica. A corporação, no entanto, não revelou o motivo do afastamento.
Até o fechamento desta reportagem, ele permanecia foragido, desafiando o cerco das equipes que seguem em diligências incansáveis para capturá-lo. O caso está sob a responsabilidade da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Ceará-Mirim.