A Polícia Federal investiga citações ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas apurações sobre um esquema de desvios em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Uma das linhas analisadas é a suspeita de que ele possa ter atuado como sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
As menções foram incluídas em relatório enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito. Referências indiretas a Lulinha já haviam surgido em fases anteriores da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro, e seguem sob análise dos investigadores.
Entre os pontos apurados está um repasse de R$ 300 mil autorizado por Antunes a uma empresa ligada à empresária Roberta Moreira Luchsinger, próxima a Lulinha. Segundo a PF, o total transferido teria chegado a R$ 1,5 milhão. Mensagens apreendidas indicam que o lobista se referiu ao destinatário como “o filho do rapaz”, o que levou a polícia a tentar identificar se a referência era ao filho do presidente.
Lulinha afirma que não é investigado e nega qualquer irregularidade. Seu advogado diz que pedirá apuração sobre vazamentos de documentos sigilosos. A defesa de Roberta Luchsinger também nega ligação dos valores com o INSS e sustenta que os repasses estavam relacionados a tratativas comerciais no setor de canabidiol.