Um homem de 21 anos, Rairo Andrey Borges Lemos, confessou ter asfixiado o próprio filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos, na última sexta-feira (2), em Sorriso (a 420 km de Cuiabá). O crime, segundo ele, foi motivado por ódio ao ver uma foto da ex-mulher com outro homem. Rairo não tinha histórico de violência doméstica, mas já havia sido denunciado por agressão em fevereiro de 2025, quando trabalhava como segurança em uma casa de show local.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito escreveu uma carta de despedida admitindo que mataria a criança por não aceitar o fim do relacionamento com a mãe do menino. A separação havia ocorrido cerca de duas semanas antes.
O crime foi descoberto após vizinhos, ouvindo um barulho forte e música alta vindo da residência, arrombarem a porta. Eles encontraram Rairo e a criança desacordados no quarto. O menino foi levado ao hospital em estado grave, mas não resistiu após cerca de 30 minutos de tentativas de reanimação.
A mãe informou à polícia que o ex-companheiro havia demonstrado irritação ao saber de seu novo relacionamento e que, pouco antes do ocorrido, recebeu mensagens dele. Em seguida, foi avisada por terceiros que o filho havia sido hospitalizado.
Após atendimento médico, Rairo recebeu voz de prisão. Ele apresentava falas desconexas e uma lesão no pescoço. Conforme a delegada Layssa Crisóstomo, responsável pelo caso, o suspeito deve responder por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, vítima menor de 14 anos e agravante de parentesco).
“É um crime terrível, onde quem deveria proteger acaba matando por um motivo muito banal. As pessoas estão muito egocêntricas, não aceitam serem contrariadas e, para prevalecer a sua vontade, são capazes de qualquer coisa, até mesmo tirar a vida de uma criança inocente”, declarou a delegada.