Um motorista de aplicativo de 25 anos identificado como Victor Alberto Ramirez foi preso na terça-feira (12), no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste da capital, suspeito de estuprar uma jovem de 20 anos. O crime ocorreu na madrugada de 1º de maio, na avenida Camapuã, bairro Cidade Nova, Zona Norte. Investigações revelaram que o suspeito, reincidente nesse tipo de delito, agia com premeditação para se aproximar de mulheres vulneráveis.
A delegada Benvinda Gusmão, do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), definiu a ação como uma armadilha planejada. “Ele desviou o trajeto e conduziu a vítima para uma área erma, totalmente deserta, na calada da noite. Aproveitou-se da confiança que a passageira”, afirmou.
Disfarce e histórico criminal
Para atuar na plataforma sem ser identificado, o motorista recorria a perfis falsos, registrados com dados de outras pessoas. “Ele usava o cadastro de terceiros porque sabia que suas passagens criminais o impediriam de conseguir uma conta própria”, explicou a delegada.
A equipe do 6º DIP localizou a motocicleta e os apetrechos de mototaxista usados para atrair passageiras, o que permitiu chegar ao suspeito. A vítima, mesmo abalada, participou do reconhecimento formal, acompanhada por equipe psicossocial.
Em depoimento, Victor tentou descaracterizar o crime, sustentando que a relação foi consentida. A justificativa, no entanto, foi confrontada pelo conjunto de provas técnicas e testemunhais reunido pela Polícia Civil.
O levantamento da vida pregressa do investigado reforçou a periculosidade: ele já havia sido preso por roubo e por outro estupro cometido em circunstâncias idênticas. Solto desde fevereiro por decisão judicial, voltou a agir rapidamente. Desta vez, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi acatada pela Justiça.
A vítima recebeu acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais desde o momento em que procurou a delegacia, e continua sob assistência.
O motorista responderá perante o Poder Judiciário por estupro qualificado e grave ameaça. O inquérito prossegue, e a polícia trabalha para verificar se há outras vítimas que possam ter passado por situação semelhante.