sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Justiça suspende concurso público em Manacapuru após pedido do MPAM

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) obteve decisão favorável da Justiça para a suspensão do concurso público realizado pela Prefeitura de Manacapuru e conduzido pelo Instituto Merkabah. A decisão da 3ª Vara da Comarca de Manacapuru atende a um pedido de tutela de urgência do parquet, que apontou irregularidades em seis editais do certame, comprometendo sua legalidade e transparência.

Com 2.621 vagas ofertadas em editais publicados em fevereiro de 2024, o concurso foi alvo de uma ação civil pública (ACP) do MPAM, que destacou falhas como inconsistências em classificações, ausência de transparência nos recursos administrativos e desrespeito aos princípios constitucionais de igualdade e publicidade. A decisão judicial foi assinada pelo juiz Marco Aurélio Plazzi Palis nesta terça-feira (14/01).

Entre os problemas identificados, destaca-se o caso de um candidato aprovado para dois cargos diferentes cujas provas foram aplicadas no mesmo dia e horário. Essa situação, segundo o MPAM, é uma grave violação à isonomia e lisura do processo. Outros pontos levantados incluem:

  • Falta de transparência: os espelhos dos cartões de resposta e extratos de recursos administrativos não foram disponibilizados aos candidatos, comprometendo a possibilidade de revisão e fiscalização dos resultados.
  • Prejuízo às cotas: a retificação dos editais, com inclusão de vagas para cotas, foi publicada após o encerramento do período de inscrições, impedindo candidatos já inscritos de se beneficiarem.
  • Avaliação psicológica: o edital vedou a possibilidade de interposição de recursos administrativos na avaliação psicológica, violando jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  • Classificações inconsistentes: mudanças abruptas e sem explicação nas pontuações e colocações após recursos, levantando dúvidas sobre a integridade dos resultados.
  • Falta de acesso às provas práticas: a ausência de devolutiva adequada sobre gravações de provas práticas e teste de avaliação física prejudicou a revisão de eventuais erros.

Decisão judicial e multa

A decisão ressaltou a gravidade das inconsistências apontadas pelo MPAM, que comprometem os princípios constitucionais de moralidade, eficiência e publicidade no certame. Com base nisso, a Justiça determinou a suspensão imediata do concurso e de sua homologação, até que as irregularidades sejam sanadas.

Além disso, foi fixada multa diária de R$ 100 mil, limitada a R$ 1 milhão, em caso de descumprimento da decisão pelos responsáveis, que devem apresentar suas contestações à Justiça.

A promotora de Justiça Emiliana do Carmo Silva, autora da ACP, ressaltou que as irregularidades não só comprometem a igualdade de condições, como também minam a confiança pública no processo seletivo. “A anulação do concurso tem como objetivo proteger os direitos dos cidadãos, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar de forma justa e igualitária”, declarou.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

D28BFCE2-C033-4316-8383-95B45FDCA7A7
Roberto Cidade cobra da Amazonas Energia o restabelecimento da energia elétrica em comunidades de Manicoré, que estão há meses sem abastecimento regular
Estudante de medicina da USP acusada de desviar quase R$ 1 milhão é condenada a 3 anos por golpe em lotérica
Estudante de medicina da USP acusada de desviar quase R$ 1 milhão é condenada a 3 anos por golpe em lotérica
netflix
Após surt0s e publi de visibilidade com a Netflix, MP quer internar Patixa Teló em casa de acolhimento
juiza
Magistrados são 'totalmente ultrajados' e 'não tem água', afirma representante da categoria no STF
myBlurPhoto (55)
Menina de 16 anos é encontrada m0rta, amarr@da e com l@rvas após família confessar que a manteve em cárcer3; veja
jovem-morta
Vídeo: Quatro meses após amiga ter as pernas amput@das, jovem de 22 anos também é m0rta pelo marido 
x(26)
Pablo Marçal é proibido pela Justiça de frequentar bares, boates e pr0stíbul0s por dois anos
x(19)
Com medo de serem presos, Renato Júnior, Izabelle Fontenelle, Lidiane Fontenelle e Dulce Almeida pedem habeas corpus preventivo após Operação Erga Omnes
filhojuiz
População enfurecida tenta fazer justiça contra filho de juiz que atr0pel0u e mat0u vendedora em rodovia
D3588EEB-0AEF-4570-86E6-792B68205951
Plenário Ruy Araújo aprova proposta de Roberto Cidade que amplia proteção ao consumidor de operadoras de TV por assinatura e internet
Verified by MonsterInsights