terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Justiça condena casal a mais de 37 anos de prisão por latrocínio e ocultação do corpo da artista Julieta Hernández

A Justiça do Amazonas condenou, nesta quinta-feira (16), Deliomara dos Anjos Santos e Thiago Agles da Silva pelo latrocínio e ocultação de cadáver da artista venezuelana Julieta Hernández, assassinada em dezembro de 2023, no município de Presidente Figueiredo, a 107 quilômetros de Manaus.

A sentença foi proferida pela juíza Tamiris Gualberto, da Vara Única da Comarca de Presidente Figueiredo, no âmbito da Ação Penal nº 0600013-22.2024.8.04.6500. Deliomara foi condenada a 37 anos, 11 meses e 10 dias de prisão, além de 264 dias-multa. Já Thiago recebeu pena de 41 anos e 3 meses de reclusão, com 220 dias-multa. Ambos devem cumprir a pena em regime fechado, e a prisão preventiva foi mantida até o trânsito em julgado da decisão.

Segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o crime ocorreu na madrugada de 23 de dezembro de 2023, no Espaço Cultural Mestre Gato, onde Julieta havia decidido pernoitar antes de seguir viagem para Roraima. As investigações apontam que o casal iniciou a ação com o objetivo de roubar o celular da vítima, mas o crime evoluiu para uma sequência de violência e crueldade.

De acordo com os autos, Thiago, sob efeito de álcool e drogas, rendeu Julieta enquanto ela dormia, ameaçando-a com uma faca. Deliomara, movida por ciúmes, jogou álcool sobre a vítima e o comparsa, ateando fogo logo em seguida. A artista sofreu queimaduras graves, e, após o fogo ser apagado, Thiago a estrangulou com uma corda até a morte. O corpo foi enterrado em uma cova rasa nos fundos da residência, em uma área de mata.

O casal também havia sido denunciado por estupro, mas foi absolvido dessa acusação por falta de provas. O exame de corpo de delito não confirmou conjunção carnal, e não houve testemunhos que sustentassem a denúncia.

A magistrada destacou que as penas foram fixadas de forma individual e proporcionais à gravidade dos atos cometidos. Com a sentença, Deliomara e Thiago permanecem presos para início imediato da execução penal.

Julieta Hernández, conhecida por promover ações culturais e artísticas na Amazônia, foi dada como desaparecida dias antes de seu corpo ser localizado. O caso gerou forte comoção social e repercussão internacional pela brutalidade do crime.

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