Após residir por seis anos de forma irregular nos Estados Unidos, o brasileiro Nil Dondoni, natural de Rondônia, decidiu retornar voluntariamente ao Brasil com sua família através de um programa de repatriação assistida do governo norte-americano. Como incentivo, receberam 3 mil dólares (cerca de 16 mil reais) e tiveram as passagens aéreas custeadas.
A iniciativa integra a política de imigração do governo Trump, que combina incentivos financeiros para saídas voluntárias com o fortalecimento de ações de fiscalização e deportações compulsórias. A solicitação foi realizada em 20 de outubro de 2025 pelo aplicativo CBP Home — ferramenta originalmente criada na gestão Biden para pedidos de asilo, reformulada e renomeada pela atual administração.
Em 22 de novembro do mesmo ano, a família já estava de volta ao Brasil. O valor recebido corresponde a mil dólares por membro, além do custeio integral das três passagens. Antes da partida, tiveram a oportunidade de encerrar vínculos trabalhistas e organizar documentos.
A mudança para os Estados Unidos foi motivada pela busca do “sonho americano”, mas há quatro anos a família recebeu uma ordem de remoção, equivalente a uma notificação de deportação. “Para quem está nos Estados Unidos na situação em que nós estávamos, a melhor opção é voltar pelo CBP Home”, afirmou Nil.
No final de 2025, o governo norte-americano triplicou o valor do benefício, elevando-o para 3 mil dólares, como estímulo à saída voluntária de imigrantes irregulares antes do fim do ano. A medida antecede um planejado endurecimento das políticas migratórias em 2026, que inclui bilhões de dólares em recursos adicionais e operações policiais em locais de trabalho.
Atualmente, a família reside em Vale do Paraíso, interior de Rondônia, onde possui uma casa na zona urbana e um pequeno sítio, reiniciando sua vida no Brasil.