terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro diz que recebeu R$ 86 mil por venda de joias

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse à Polícia Federal (PF), em acordo de delação premiada, que o ex-presidente recebeu em mãos US$ 86 mil em dinheiro vivo pela venda de relógios e joias que compunham o acervo da Presidência da República. Os itens foram recebidos pelo mandatário como presentes de autoridades estrangeiras.

Dessa quantia, Cid confessou que uma parte – US$ 18 mil – foi entregue por ele mesmo a Bolsonaro, em meados de 2022, após a venda de um kit de joias Chopard que havia sido presenteado pela Arábia Saudita em 2019. Os itens foram vendidos em Miami, nos Estados Unidos, revelou o tenente-coronel.

Os outros US$ 68 mil foram repassados a Bolsonaro de forma fracionada, sempre em espécie, por intermédio do pai de Mauro Cid, o general Mauro Cesar de Lourena Cid, que morava nos EUA. Esse valor corresponde à venda de dois relógios, um da marca Rolex e outro da Patek Philippe.

No depoimento, Mauro Cid disse que não há registro da venda dos bens, e que apenas retirou os custos que teve com passagem aérea e aluguel do veículo. Ainda segundo o depoimento, o tenente-coronel disse que ajustou com seu pai, general Mauro Cesar Lorena, que o saque dos demais U$ 68 mil ocorreria de forma fracionada e seria entregue à medida que alguém conhecido viajasse dos Estados Unidos ao Brasil.

O chamado “kit ouro branco”, composto pelo Rolex e pelas joias, foi selecionado no acervo presidencial pelo próprio Cid, após Bolsonaro pedir que ele identificasse quais objetos recebidos de presente poderiam ser vendidos mais facilmente. O Patek Philippe lhe foi entregue pelo próprio Bolsonaro, segundo depôs o tenente-coronel.

Cid disse que somente ele e Bolsonaro sabiam das vendas. Ele contou ter ido pessoalmente ao estado norte-americano da Pensilvânia, na sede da loja Precision Watchs, onde vendeu os dois relógios pelos US$ 68 mil, que foram depositados na conta de seu pai.

Os demais itens do kit ouro branco foram vendidos por ele no Seybold Jewerly Building, galeria de Miami especializada no comércio de joias.

O tenente-coronel tentou justificar sua atitude alegando ter recebido a orientação do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica de que os itens vendidos faziam parte do acervo pessoal de Bolsonaro, e não do acervo público da Presidência.

Em julho do ano passado, Bolsonaro, Cid e outros 11 investigados foram indiciados pela Polícia Federal (PF) pelo desvio dos itens. O ex-presidente é suspeito de peculato, crime de apropriação de bens públicos para proveito próprio.

O tenente-coronel, Bolsonaro e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

x(54)
Professor é preso por ab*s4r de alunos em troca de notas maiores
'F#d4-se a ONG': influenciador indígena afronta Funai e Ibama e diz vai derrubar área para criar gado e plantar soja
'F#d4-se a ONG': influenciador indígena afronta Funai e Ibama e diz vai derrubar área para criar gado e plantar soja
BDB35365-2A6F-4F55-8C05-1C8E7ED69003
Projeto de Roberto Cidade cria protocolo integrado para reduzir impactos das cheias e vazantes no Amazonas
pipoqueiro_
'Gordinho', autor de 19 homicíd10s, é pres0 trabalhando como pipoqueiro
Acusado de m4t4r homem a facad4s em academia chora na audiência e tem prisão preventiva decretada
Acusado de m4t4r homem a facad4s em academia chora na audiência e tem prisão preventiva decretada
x(35)
BMW da esposa do ministro do TCU é apreendida pela PF em operação contra o 'Careca do INSS'
Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão e a pagar R$ 30 mil por abus0s contra mais de 60 menores
Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão e a pagar R$ 30 mil por abus0s contra mais de 60 menores
x(15)
Pela 6ª vez, advogada é presa por furto de champanhe e whisky em supermercado
trump5
Família de Rondônia recebe R$ 16 mil do governo Trump para se 'autodeportar' dos EUA
x(6)
Delegado afirma que manauara não cometeu crime em desaparecimento no Pico Paraná: 'não houve omissão de socorro'
Verified by MonsterInsights