quarta-feira, 13 de maio de 2026

Estudante de medicina é m0rta pelo ex após solicitar medida protetiva semanas antes do crime

Isabel Cristina Oliveira dos Santos, de 22 anos, foi assassinada no último domingo (22) dentro do condomínio Le Parc, no Recife, em um crime cometido por seu ex-companheiro, Silvio Souza Silva, que tirou a própria vida em seguida. A estudante de medicina havia procurado a Delegacia da Mulher menos de um mês antes para denunciar perseguição, ameaças e violência doméstica. Ela deixa uma filha de 3 anos.

Isabel esteve na unidade policial no dia 27 de fevereiro e solicitou medida protetiva de urgência contra Silvio, conhecido nas redes sociais como Dom Silver. Na ocasião, ela foi orientada a retornar à delegacia nesta terça-feira (24). A jovem foi morta dois dias antes da data agendada.

O relacionamento entre Isabel e Silvio durou seis anos. Segundo o registro policial, o agressor já havia sido detido em 25 de janeiro por agredi-la. No dia seguinte à violência, a vítima viajou para São Paulo e, de acordo com seu relato, o ex-companheiro embarcou no mesmo voo e permaneceu dez dias no estado, um comportamento que ela considerou incompreensível.

Após o término, Silvio passou a fazer investidas constantes para tentar reatar a relação. Ele chegou a procurar os pais de uma amiga de faculdade de Isabel para pedir que intercedessem a seu favor. Bloqueado pela vítima em todas as redes sociais, o empresário utilizava transferências por Pix de pequenos valores como forma de contato, inserindo mensagens no campo de descrição.

O boletim de ocorrência também revela que, em outubro de 2025, Silvio enviou ameaças de morte pelo WhatsApp e proferiu agressões verbais contra Isabel. Em novembro do mesmo ano, ele arrombou a porta dos fundos do apartamento onde a jovem morava com a filha do casal, uma menina de 3 anos, alegando que tinha o direito de entrar porque era o responsável pelo pagamento do aluguel.

A vítima também relatou ter sofrido agressões físicas durante o relacionamento. Ao registrar a ocorrência em fevereiro, ela manifestou interesse em representar criminalmente contra o agressor e recusou a oferta de abrigo temporário feita pelo governo estadual, optando por permanecer em sua residência.

Em nota, a administração do Le Parc informou que Silvio e Isabel possuíam contrato de locação vigente e que ambos estavam com cadastros atualizados e regulares para acessar o residencial. O condomínio afirmou que não teve conhecimento da existência de medida protetiva, ação judicial ou qualquer procedimento que restringisse o acesso dos envolvidos.

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