sábado, 28 de fevereiro de 2026

Empresa de Whindersson recebeu R$ 2,9 milhões por kits de robótica que não existiram

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) apontou falhas graves na contratação de R$ 11 milhões firmada pela Secretaria de Educação com a empresa TRON Robótica Educacional, responsável pelo fornecimento de kits de robótica e formação pedagógica para escolas estaduais. A análise técnica identificou indícios de superfaturamento, direcionamento de licitação e risco de prejuízo ao erário.

O contrato, firmado por dispensa de licitação em agosto de 2023, tinha valor inicial de quase R$ 5 milhões, mas passou por aditivos que elevaram o montante para R$ 11 milhões, com vigência até 2026. Entre as principais irregularidades destacadas pelo TCE está o pagamento de R$ 2,9 milhões referentes a 15 mil kits pedagógicos que, segundo gestores escolares ouvidos pelos auditores, jamais chegaram às unidades, nem em formato físico nem digital.

O relatório cita ainda o adiantamento de R$ 949,9 mil por serviços de consultoria que não haviam sido executados — procedimento não previsto no contrato —, configurando risco de dano ao erário. A forma como a dispensa de licitação foi estruturada também levantou suspeitas: o estudo técnico usado para justificar a contratação baseou-se em documentos produzidos pela própria TRON, o que, para os auditores, fere a lógica do processo e indica possível direcionamento.

Embora o influenciador Whindersson Nunes não conste como sócio da empresa no contrato firmado com o estado, seu nome voltou à tona porque ele já promoveu a marca em eventos e redes sociais. A defesa do artista afirma que sua participação se limita a um acordo de mídia com a matriz, sem qualquer envolvimento na gestão ou na execução de contratos públicos.

Até agora, cerca de R$ 8 milhões já foram empenhados e pouco mais de R$ 4,2 milhões pagos. A área técnica do TCE recomendou a responsabilização do secretário de Educação, Washington Bandeira, da superintendente da pasta, de dois fiscais do contrato e da própria TRON, representada por Duana Souza Cunha. O caso está sob relatoria da conselheira Flora Izabel Rodrigues.

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou não ter sido formalmente notificada, mas disse que apresentará todas as informações solicitadas. A pasta destacou ainda que programas de robótica e inteligência artificial continuam sendo desenvolvidos nas escolas, com participação de estudantes premiados em competições nacionais e internacionais.

O processo segue em análise no TCE-PI, que ainda decidirá sobre eventuais multas, devolução de valores e outras sanções.

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