Uma sindicância em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) apura uma denúncia de estupro contra o desembargador Almiro José Mello Padilha, de 65 anos. Conforme a denúncia, o caso teria ocorrido em 2019, durante um jantar realizado na casa de uma servidora do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).
De acordo com o relato da denunciante, o magistrado participou do encontro acompanhado de uma assessora jurídica. Durante a noite, a servidora afirma que foi para o quarto junto da colega e, pouco depois, o desembargador entrou no local. Ela relatou que tentou afastá-lo diversas vezes antes do ato sexual acontecer.
Em depoimento à Corregedoria, a assessora que estava na residência confirmou ter presenciado a relação, mas declarou que tudo ocorreu de forma consensual. O caso segue sob investigação administrativa e tramita sob sigilo. O Tribunal de Justiça de Roraima informou que adotou as medidas previstas na legislação.
Por meio de nota, Almiro Padilha negou as acusações e afirmou que a denúncia é “absurda e infundada”. A defesa do magistrado também alegou que existem contradições na versão apresentada pela denunciante e declarou confiar na apuração da Justiça.