A lutadora Livia Barasine revelou que jamais retornou à academia Bjj College desde que sofreu assédio sexual, em fevereiro, por parte do policial civil e treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão. Em pronunciamento público, ela afirmou ter rompido completamente os vínculos com o local e denunciou que foi alvo de abordagens para que desistisse de levar o caso adiante.
Entre a data do crime e o momento em que formalizou a acusação, no fim de março, a atleta relatou ter sido procurada por pessoas que tentaram convencê-la a não expor o agressor. “Aquilo não era um convite pra me ajudar, me acolher. Aquilo que estavam tentando fazer é me silenciar”, declarou.
De acordo com a defesa de Livia, os nomes de Anna Rodrigues e Diego Sodré, também ligados ao jiu-jitsu, integram os autos do processo. Até o momento, nenhum dos dois se manifestou publicamente sobre o caso.
Outra vítima que decidiu quebrar o silêncio foi Brenda Larissa, de 27 anos, atualmente radicada nos Estados Unidos. Ela relatou ter enfrentado 14 anos de violência sexual e psicológica atribuída ao mesmo treinador.
Melqui Galvão foi detido em Manaus no fim de abril e, posteriormente, transferido para uma unidade prisional em São Paulo, estado onde as investigações tiveram início a partir da denúncia apresentada por Livia, a primeira a procurar as autoridades.