terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Delegado prend3 médico enquanto era atendido em consulta e alega exercício ilegal da profissão

Um episódio incomum envolvendo a autoridade policial e um profissional de saúde ocorreu nesta quarta-feira (19) no Hospital HBento, em Cuiabá. O delegado Pablo Carneiro, titular da Delegacia de Estelionatos da capital, realizou a prisão do médico residente Gilmar Silvestre de Lima durante consulta médica na unidade de saúde.

De acordo com o relato policial, o delegado encontrava-se no hospital para atendimento particular quando estranhou ser assistido por Gilmar, uma vez que seu agendamento indicava que o procedimento seria realizado por uma médica. Durante a consulta, o profissional teria se apresentado como anestesista e preenchido documentação específica da especialidade.

“Ele realizava toda a anamnese, executava os exames e assinava a ficha tanto como médico responsável quanto no campo reservado ao anestesista. A única irregularidade era a ausência de carimbo profissional”, detalhou o delegado.

A desconfiança inicial levou o delegado a verificar a situação profissional do médico perante o Conselho Regional de Medicina (CRM). A consulta revelou que Gilmar possuía registro como médico residente, sem especialização certificada em anestesiologia.

“Constatei que ele não tem especialidade registrada e recebi a informação de que ainda cursa residência. Em nenhuma circunstância poderia se apresentar como anestesista qualificado”, justificou Carneiro ao determinar a prisão.

CRM contesta

Em resposta ao ocorrido, o presidente do CRM-MT, Diogo Leite Sampaio, emitiu nota oficial repudiando a conduta do delegado. “Trata-se claramente de um episódio de abuso de autoridade, com violação grave dos direitos e prerrogativas de um médico formado e devidamente inscrito no conselho. O profissional foi vítima de violência arbitrária, e o Conselho adotará as medidas cabíveis”.

A entidade destacou em seu posicionamento: “Não há qualquer ilegalidade na conduta do médico. O delegado valeu-se exclusivamente de sua posição funcional para criar situação constrangedora e violar direitos legais do profissional”.

Nas redes sociais, muitos médicos explicaram que é comum residentes atenderem, pedirem exames e assinarem, com o aval de um médico já especialista, que é o responsável pela residência.

“Esse delegado estudou para o cargo? Porque dar voz de prisão a um residente de anestesiologia que pela matriz curricular da RESIDÊNCIA é obrigado a conduzir uma consulta na área… É no mínimo ignorância. Sindicância nele, indenização ao coitado do médico residente que já ganha uma mixaria pada trabalhar 100h/semanais e 1 semana de folga ao médico”, opinou um profissional.

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