quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Caso Benício Xavier: Laudo pericial descarta falha em sistema de hospital, contrariando versão de médica

O Instituto de Criminalística (IC) do Amazonas divulgou, nesta quinta-feira (22), laudo que conclui não haver evidências de falha técnica, erro de sistema ou mau funcionamento no software de prescrição médica Tasy EMR utilizado pelo Hospital Santa Júlia, em Manaus. O sistema estava em uso no atendimento do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que morreu em 22 de novembro de 2025 após receber adrenalina por via intravenosa em vez de inalação.

De acordo com os periciais, o sistema operava conforme projetado e todas as informações registradas como medicação, dosagem, via de administração e forma de prescrição foram processadas, armazenadas e encaminhadas à farmácia sem inconsistências ou alterações automáticas indevidas.

Em dezembro, a defesa da médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, apresentou à Polícia Civil um vídeo que, segundo os advogados, demonstrava falhas no sistema eletrônico do hospital, alterando a forma de administração do medicamento de alta vigilância. A tese sustentada era a de que a indicação da via intravenosa no prontuário teria sido resultado de uma modificação automática do software, e não de uma escolha da profissional, erro humano.

A defesa afirmou que a médica havia registrado a administração da adrenalina por via inalatória, mas que o sistema, supostamente instável naquele dia, teria alterado a via para intravenosa sem que ela percebesse. Advogados citaram ainda relatos de outros profissionais sobre problemas semelhantes.

Diante da alegação, o delegado Marcelo Martins de Almeida Silva, do 24° Distrito Integrado de Polícia, requisitou perícia técnica no equipamento do hospital.

Decisão final é do médico

O exame pericial demonstrou que, ao selecionar o medicamento “Adrenalina (Epinefrina) 1 mg/ml injetável”, o sistema sugere automaticamente a via intravenosa devido a uma configuração padrão definida pelo hospital. No entanto, o laudo ressalta que o médico tem plena autonomia para alterar essa via, podendo optar por inalatória, intramuscular ou subcutânea antes de confirmar a prescrição.

Em simulações controladas, os peritos comprovaram que a via só permanece como intravenosa se o médico mantiver a opção. Qualquer alteração feita pelo profissional é salva corretamente, sem reversão automática.

Outro aspecto analisado foi a diferença entre prescrever a adrenalina como “medicamento” ou como “solução”. Na categoria “solução”, o sistema restringe a via exclusivamente à intravenosa, uma configuração técnica específica do Tasy. Ainda assim, essa escolha exige ação deliberada do médico e não ocorre de forma autônoma.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

Caso Orelha: PC conclui inquérito com indiciamento de adultos e culpabilidade de menores
Caso Orelha: PC conclui inquérito com indiciamento de adultos e pedido de internação a adolescente
x(80)
Detenta presa por engano é est*pr4d4 quatro vezes por investigador dentro de delegacia
Homens que transmitiam HIV para menores em Manaus são condenados a mais de 12 anos de prisão
Homens que transmitiam HIV para menores em Manaus são condenados a mais de 12 anos de prisão
0AAB6CAF-B3FC-44AC-8F87-66D914C7183F
Presidente Roberto Cidade abre ano legislativo de 2026 e reforça papel da Aleam no desenvolvimento do Amazonas
facao
Réu é condenad0 a 19 anos de prisã0 ao admitir que mat0u jovem por causa de ventilador e dr0gas: ‘Ficava falando de facçã0’
belforroxo
'Acabou com a nossa família', diz prima de menina de 10 anos m0rta a caminho de aniversário; veja
4C3317C2-8FD8-4C39-BF85-9F9B400B2F14
STJ revoga habeas corpus e decreta prisão de Oruam
amanda
Sem CNH nos EUA, esposa de Henrique, da dupla Henrique & Juliano, foge da polícia e vai pr3sa
Justiça condena Pablo Marçal a indenizar Guilherme Boulos em R$ 100 mil por fake news sobre uso de drogas na eleição de 2024
Justiça condena Pablo Marçal a indenizar Guilherme Boulos em R$ 100 mil por fake news sobre uso de dr0gas na eleição de 2024
reitor
Ex-reitor da UERR investigado pela PF é nomeado para o Ministério Público de Contas com salário de R$ 14 mil
Verified by MonsterInsights