Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (Papudinha), no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele deixou a Superintendência da Polícia Federal e passará a ocupar uma sala do Estado-Maior, em condições equivalentes às do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que também cumpre pena no local.
A ordem judicial garante a Bolsonaro assistência médica particular durante as 24 horas, com autorização para deslocamento urgente a hospitais quando necessário. Ele também poderá realizar sessões de fisioterapia com profissionais previamente credenciados pela defesa. Outro ponto assegurado é o fornecimento de alimentação especial, que será entregue por um responsável indicado pelos advogados. A família terá acesso através de visitas semanais da esposa e dos filhos.
Entre as adaptações autorizadas para a cela estão a instalação de equipamentos de fisioterapia, como esteira e bicicleta, e a colocação de grades de proteção e barras de apoio na cama. A necessidade desses itens ganhou relevância após relatos recentes de que o ex-presidente teria sofrido uma queda da cama, lesionando a cabeça.
No aspecto religioso, foi autorizado atendimento pelo bispo Rodovalho e pelo pastor Thiago Manzoni. A leitura também é permitida, mas o pedido para ter uma smart TV foi negado pelo ministro. Paralelamente, Moraes determinou que Bolsonaro passe por avaliação de uma junta médica oficial da Polícia Federal.
A unidade para onde foi transferido fica próxima às alas comuns da Papuda, tem capacidade para 60 detentos e abrigava 52 internos no início de novembro. Suas oito celas, reformadas em 2020, funcionam como alojamentos coletivos, compostos por banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. Todos os presos recebem itens de higiene e vestuário padronizados e têm acesso a televisores e ventilação, de acordo com as normas do local.