terça-feira, 13 de outubro de 2026

Desembargador amigo de coronel acusado de m4tar esposa PM é investigado após ir na cena do crime

O Conselho Nacional de Justiça abriu um procedimento para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Cogan após ele ter ido ao apartamento onde a policial militar Gisele Alves Santana foi baleada, no bairro Brás, em São Paulo. A medida busca esclarecer a atuação do magistrado no local antes da perícia.

A apuração foi instaurada após pedido da deputada Sâmia Bomfim, que questiona possível violação de deveres éticos da magistratura. O foco é saber se houve comportamento incompatível com a função, já que o desembargador esteve na cena do crime a pedido do amigo, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.

Registros indicam que o magistrado chegou ao local na manhã do dia 18 de fevereiro e encontrou o oficial pouco antes de ambos entrarem no imóvel, que já estava isolado. Imagens mostram que ele inicialmente tentou evitar o acesso, mas acabou acompanhando o coronel para dentro do apartamento.

Dentro do imóvel, o desembargador permaneceu por cerca de 12 minutos e, segundo registros, demonstrou desconforto, chegando a orientar o amigo a deixar o local. Ainda assim, o oficial insistiu em permanecer, contrariando recomendações dos policiais que preservavam a cena.

O caso envolve a morte de Gisele, inicialmente tratada como suicídio, mas que passou a ser investigada como homicídio após perícias. O tenente-coronel foi preso e responde pelo crime e por fraude processual. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que não comenta procedimentos em andamento.

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