quarta-feira, 1 de julho de 2026

Visto como possessivo e controlador, policial federal não aceita fim da relação e m@ta namorada comandante

O pai da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi acordado pelos disparos que mataram a filha dentro de casa, disparados pelo namorado, o policial rodoviário Diego Oliveira de Souza, de 39 anos. Carlos Roberto Teixeira relatou que dormia quando ouviu o primeiro tiro e, ao abrir a porta do quarto, viu o agressor correndo, mas não conseguiu intervir por medo de também ser atingido. O crime ocorreu por volta de 1h da madrugada desta segunda-feira (23), no bairro Caratoíra, em Vitória (ES).

O policial rodoviário federal utilizou uma escada para invadir a residência da vítima. Ele se dirigiu ao quarto onde Dayse estava e desferiu cinco tiros na cabeça dela. Em seguida, foi até a cozinha e tirou a própria vida com um disparo. Ele não aceitava a vontade da vítima de terminar a relação amorosa.

Relação violenta

Segundo o pai da vítima, o relacionamento entre Dayse e Diego durava cerca de quatro anos e era permeado por episódios de violência. Carlos afirmou que já havia presenciado agressões, inclusive uma ocasião em que flagrou o policial tentando enforcar a filha. Apesar do histórico, Dayse nunca registrou boletim de ocorrência contra o companheiro.

“Eu não gostava dele. Pelo jeito que ele tratava ela, sabia que ele não prestava e alertei ela, mas ela não me ouvia”, desabafou o aposentado.

Carlos relatou que, há cerca de cinco meses, Diego teria quebrado o trinco do portão da casa e chegado a pegar a arma de Dayse para ameaçá-la. Na ocasião, o pai conseguiu intervir e o agressor foi embora.

A motivação para o feminicídio, segundo familiares e a polícia, teria sido a tentativa de Dayse de encerrar o relacionamento. A delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, afirmou que Diego não aceitava o término e era descrito como um homem extremamente possessivo e controlador.

Carlos revelou que, no dia anterior ao crime, teve um mau pressentimento e chegou a perguntar à filha onde ela guardava sua arma. Ele também contou que havia pedido para que o pai da neta, fruto do relacionamento anterior de Dayse com um sargento da PM, deixasse a criança de oito anos mais tempo na casa dele, o que acabou poupando a menina de presenciar a tragédia.

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