A condenação do vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Eurico de Angelo Tavares (PSD-AM) por violência psicológica e vias de fato contra uma ex-companheira também levantou questionamentos sobre a permanência dele no cargo público. A sentença estabeleceu pena em regime inicialmente semiaberto e o pagamento de R$ 30 mil por danos morais à vítima.
O caso envolve agressões ocorridas em novembro de 2022, no estacionamento do Fórum Henoch Reis, em Manaus. Conforme a decisão judicial, Eurico teria entrado no carro da ex-companheira, apertado o braço dela, torcido o pulso e puxado seus cabelos, além de fazer ameaças. A Justiça também considerou relatos de episódios anteriores de violência psicológica durante o relacionamento.
A pena definida pela Justiça foi de 10 meses e 15 dias de reclusão, 1 mês e 6 dias de prisão simples e 98 dias-multa. Como o regime estabelecido foi o semiaberto, existe a possibilidade de utilização de tornozeleira eletrônica durante o cumprimento da pena, mas a sentença apresentada não determina expressamente o monitoramento. Eurico poderá recorrer em liberdade.
A condenação também provocou cobrança para que o caso seja analisado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). A avaliação apresentada é de que o presidente da Casa, vereador David Reis, pode encaminhar a situação ao Conselho de Ética para que sejam ouvidos o parlamentar e a ex-companheira e analisadas eventuais consequências para o mandato.
A defesa de Eurico afirmou que a decisão não é definitiva, discordou da condenação e informou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Os advogados também lembraram que o vereador foi absolvido em outro processo envolvendo a mesma ex-companheira e disseram que ele respeita o Judiciário e exercerá o direito de defesa durante a tramitação do recurso.