sexta-feira, 15 de maio de 2026

Jovem que foi pun1d0 com ‘ladrã0 e vacilão’ na testa é condenad0 por furt0 em posto de saúde

Ruan Rocha da Silva, de 26 anos, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão por furtar equipamentos de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Diadema, no ABC paulista. Ele ganhou notoriedade nacional ao ter a frase “Eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa quando ainda era um adolescente de 17 anos.

A prisão mais recente ocorreu em flagrante, em janeiro deste ano. Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP), guardas municipais foram acionados e apuraram que Ruan havia invadido a UBS localizada na rua Mem de Sá, no bairro Casa Grande. Ele fugiu do local levando uma lavadora.

Localizado com o objeto furtado, o rapaz confessou o crime. Na unidade policial, foi estipulada uma fiança, mas, como o valor não foi pago, Ruan permaneceu detido à disposição da Justiça.

Na sentença, o juiz Lucas Rosa Monteiro destacou que as imagens comprovam a ação de Ruan deixando a unidade com o equipamento. O magistrado considerou a conduta especialmente grave por atingir diretamente um serviço público essencial.

A tatuagem

O episódio que tornou Ruan conhecido em todo o país aconteceu em 2017, quando ele tinha 17 anos. Dois homens identificados como Ronildo Moreira de Araújo, então com 29 anos, e Maycon Wesley Carvalho dos Reis, de 27, foram presos em flagrante pelo crime de tortura após tatuarem a frase “Eu sou ladrão e vacilão” na testa do adolescente, na época.

À polícia, a dupla confessou a agressão e justificou o ato como uma reação de revolta: segundo eles, o jovem teria tentado furtar uma bicicleta. A “marca” foi feita como punição pelas mãos dos dois vizinhos.

Na época, Ruan era dependente químico e vivia com a mãe e o tio. Após a repercussão do caso, uma organização não governamental iniciou uma vaquinha para arrecadar fundos e custear a remoção da tatuagem. O adolescente chegou a ser internado em uma clínica de reabilitação.

“Eu vou ser um novo rapaz. Vou me tratar e sair limpo e forte”, declarou Ruan em um vídeo gravado pela família durante o período de internação.

Reincidência

Apesar da tentativa de recomeço, Ruan acumulou novas passagens pelo sistema policial. Em 2024, apenas dois dias depois de receber um alvará de soltura expedido pela Justiça, ele foi acusado de furtar uma residência na Zona Oeste da capital paulista, voltando a ser detido.

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