quinta-feira, 14 de maio de 2026

Delegado é condenado por abuso de autoridade por invadir casa de empresária: ‘Da próxima estour0 tua cabeça’; vídeo

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, sentenciou o delegado Bruno França Ferreira a 2 anos e 1 mês de detenção, em regime inicial semiaberto, pelo crime de abuso de autoridade. A decisão, no entanto, preservou o vínculo funcional do acusado com a administração pública.

O episódio que originou a ação penal ocorreu em novembro de 2022, no Condomínio Florais dos Lagos. O delegado foi denunciado por ingressar na residência da empresária Fabíola Cássia Garcia Nunes, sem mandado judicial nem anuência dos moradores e, uma vez lá dentro, proferir ameaças de morte e submeter a vítima a constrangimento público.

No interior da residência, sacou a arma, deu voz de prisão e intimidou Fabíola com declarações como: “Você não sabe que não pode chegar perto do meu filho” e “da próxima vez eu estouro sua cabeça”. A vítima estava em recuperação de uma cirurgia nas mamas, com drenos visíveis. Conduzida à Central de Flagrantes, a prisão não foi ratificada pelo delegado plantonista, que entendeu não haver situação de flagrante.

Absolvição por invasão, condenação por abuso
A defesa sustentou que a entrada no imóvel foi legal, motivada por indícios de perseguição e ofensas contra o enteado do delegado, e pleiteou a absolvição integral ou o reconhecimento de atenuantes. O magistrado acolheu parcialmente os argumentos e absolveu Bruno França da imputação de invasão de domicílio.

Todavia, entendeu que houve abuso de autoridade, enquadrando a conduta no artigo 13, inciso II, da Lei 13.869/2019. Para o juiz, as ameaças dirigidas à empresária e a humilhação imposta configuraram crime. A sentença destaca que a vítima foi submetida a situação vexatória na presença de familiares, incluindo a filha de 4 anos, que chorou durante a abordagem.

Apesar da condenação, o juiz deixou de decretar a perda do cargo público. Na avaliação do magistrado, a medida seria desproporcional diante das circunstâncias: o réu é primário, não há notícia de reiteração em condutas abusivas ou incompatíveis com a função, e o fato foi considerado isolado. A decisão menciona ainda que o conflito anterior entre as partes contextualiza a motivação, embora não justifique o ato.

O delegado poderá recorrer em liberdade e terá de arcar com os honorários advocatícios e as custas do processo.

Relembre o caso
Em 28 de novembro de 2022, a empresária teve um desentendimento com um adolescente na área de lazer do condomínio. O jovem, enteado de Bruno França, queixou-se de perseguição. O delegado, então, mesmo fora de sua circunscrição, acionou uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) e dirigiu-se ao local. Sem autorização judicial ou consentimento, entrou na casa da empresária.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

IMG_0073
A política da alta performance chegou ao Amazonas?
Design sem nome (19)
Mulher que abandonou recém-nascida no lixo em Parintins diz que já tinha cinco outros filhos
x(89)
Juiz de origem indígena é afastado após testemunhas dizerem que ele “parecia traficante”
delegado-abuso
Delegado é condenado por abuso de autoridade por invadir casa de empresária: 'Da próxima estour0 tua cabeça'; vídeo
x(88)
Preso por esfaquear homem em carro diz que ouviu esposa garota de programa gritando
estupr0
Motorista que é e$tuprad0r em série é pr3s0 por e$tupr0 de passageira em Manaus
x(78)
Entregador preso por assalto é solto após imagens mostrarem que ele estava em outro bairro
Indígenas perseguem viaturas da PRF com arcos e flechas durante operação em Roraima
Indígenas perseguem viaturas da PRF com arcos e flechas durante operação em Roraima
melqui233
Vídeo: Treinador pr3so por suspeita de abus0 s3xual usa celular na cadeia para am3açar vít1mas
paçoca
Vídeo de adolesc3nte humilhad0 por filhos de empresários enquanto vendia paçocas em semáforo revolta população
Verified by MonsterInsights