quarta-feira, 13 de maio de 2026

Acusado de 9 estupr0s onde d3fecava nas vít1mas e com 14 inquéritos, advogado tem OAB suspenso

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal suspendeu o registro profissional do advogado Cláudio Martins Lourenço, investigado por nove estupros e que acumula 14 inquéritos policiais, nove Termos Circunstanciados e duas condenações judiciais, uma delas por estupro. A decisão foi anunciada na manhã desta sexta-feira (6), dias após o homem ser detido em circunstâncias controversas na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte).

Em nota oficial, a OAB/DF informou que a inscrição do advogado havia ocorrido regularmente, após a apresentação de certidões judiciais de “nada consta”. A entidade esclareceu que uma investigação está em andamento no Tribunal de Ética e Disciplina (TED) e no Conselho Pleno, em caráter sigiloso. “A OAB/DF ressalta que a defesa das prerrogativas da advocacia é um ato institucional e coletivo, essencial à garantia do direito de defesa da sociedade. Essa atuação não se confunde com a análise da idoneidade individual de qualquer advogado”, diz a nota.

O episódio que desencadeou a revelação do extenso histórico criminal aconteceu na última segunda-feira (2), quando Cláudio foi atender um cliente detido na 26ª DP. Durante a contenção de um preso alterado, a polícia utilizou gás de pimenta e o advogado acabou exposto indiretamente ao agente. Cláudio não deixou imediatamente a área, afirmando que estava no local a trabalho, e acabou detido e algemado por desobediência, resultando no registro de um Termo Circunstanciado.

Vítimas imundas e aterrorizadas

O histórico criminal de Cláudio teve início em 2001, quando ele ainda era soldado da Polícia Militar do DF. Na ocasião, foi levado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher após abordar uma vítima em um ponto de ônibus. Armado, forçou a mulher a entrar em seu veículo e a levou para uma área isolada, onde cometeu o estupro.

Em agosto de 2002, Cláudio foi preso após denúncia de uma garota de programa. Segundo os relatos registrados na Deam, além de não pagar pelos serviços, o homem amarrava as vítimas e defecava sobre elas. A então titular da Delegacia de Atendimento à Mulher descreveu na época que as vítimas chegavam à unidade “imundas e aterrorizadas”. Cláudio foi expulso da PMDF em 2009 por condutas incompatíveis com a função policial.

Outras ocorrências

Os registros criminais contra o advogado se estendem por mais de duas décadas. Somente em 2002, ao menos quatro casos de estupro foram atribuídos a Cláudio. Em 2005, novas denúncias foram registradas na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), com vítimas reconhecendo o autor por fotografia. Em 2020, além de estelionato, foi registrada nova acusação de estupro na 4ª Delegacia de Polícia (Guará), que resultou em uma das condenações atribuídas ao advogado.

Mais recentemente, em 2025, foi lavrada ocorrência na 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul) envolvendo aplicação da Lei Maria da Penha, com relatos de perseguição, ameaças de exposição de conteúdo íntimo e cárcere privado.

Em nota, a defesa do advogado repudiou o que chamou de “ofensiva orquestrada por agentes públicos da 26ª Delegacia de Polícia de Samambaia com o objetivo de desviar a atenção da sociedade das gravíssimas violências por eles praticadas”. O texto afirma que “a tentativa de desqualificar a vítima com base em registros policiais antigos e unilaterais, já analisados pelo Poder Judiciário e pela própria OAB por ocasião de sua inscrição, não apaga a gravidade dos abusos cometidos, nem justifica a violência praticada”.

O caso segue sob investigação na esfera criminal e no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/DF, onde corre em sigilo.

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