Os advogados Sérgio Figueiredo e Bruno Mezzadri assumiram oficialmente a defesa da médica Juliana Brasil Santos, investigada pela morte do menino Benício Xavier, que tinha 6 anos, ocorrida no Hospital Santa Júlia, em Manaus. Segundo a nova defesa, ela não errou no caso, causando a morte por overdose de adrenalina na criança.
A médica é suspeita de ter prescrito a medicação por via intravenosa durante o atendimento à criança, procedimento que é um dos focos do inquérito policial. A nova defesa, no entanto, rejeita a tese de erro médico e desloca a responsabilidade para outros profissionais envolvidos no caso, como a técnica de enfermagem, enfermeira e os médicos da UTI.
De acordo com a linha de argumentação apresentada pelo advogado Sérgio Figueiredo, a conduta de Juliana Brasil estaria adequada ao quadro clínico inicial. A defesa sustenta que falhas teriam ocorrido na execução da prescrição pela técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva e durante os procedimentos de intubação realizados pela equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo esses fatores decisivos para o desfecho fatal.
Sobre as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso, que também pesam sobre a médica, os advogados alegam que ela não se apresentou falsamente como especialista. Eles afirmam que Juliana possui especialização em Medicina da Família, o que, em sua visão, a habilita a atender pacientes pediátricos.
A defesa finalizou afirmando que a médica mantém-se à disposição das autoridades e expressa solidariedade à família da vítima, confiando no esclarecimento dos fatos pelas investigações.