A Caixa Econômica Federal move uma ação judicial contra a empresa “Unindo Sonhos”, da ex-BBB Paulinha Leite, sob a alegação de que a plataforma atua de forma irregular na organização de bolões das Loterias Federais. Segundo o banco, a atividade seria exclusiva da Caixa e de seus permissionários, o que caracterizaria exploração paralela de um serviço público. O processo tramita desde 2022 na Justiça Federal.
A controvérsia ganhou maior repercussão após a plataforma voltar aos holofotes em 2025, quando participou de apostas que renderam prêmios expressivos, incluindo acerto de quina na Mega da Virada. Nas redes sociais, a empresa destaca que já distribuiu mais de R$ 32 milhões a apostadores e que Paulinha Leite acumula mais de 80 prêmios em loterias ao longo dos anos, o que reforçou a popularidade e a visibilidade do negócio.
Em primeira instância, a Justiça determinou que a empresa suspendesse a intermediação de apostas, retirasse conteúdos de divulgação e deixasse de usar marcas e símbolos da Caixa e das Loterias Federais. A decisão entendeu que a atuação extrapolava a simples intermediação e configurava exploração econômica indevida do serviço lotérico.
A sentença, no entanto, teve seus efeitos suspensos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que autorizou a retomada provisória das atividades até o julgamento do recurso. O tribunal considerou haver indícios de legalidade na atuação da empresa e reconheceu risco de prejuízo caso as operações fossem paralisadas. Paulinha Leite afirma que sua plataforma apenas intermedeia bolões registrados em casas lotéricas oficiais e que está autorizada a continuar com o serviço.