A defesa da médica Juliana Brasil voltou a contestar a hipótese de superdosagem de adrenalina como causa da morte de Benício Freitas, de 6 anos. Segundo o advogado Felipe Braga, o menino sofreu broncoaspiração durante a intubação na UTI, e não apresentou qualquer reação imediata após receber a medicação.
Braga afirmou que Benício chegou à UTI lúcido, conversou com os pais e até se alimentou antes de piorar. Ele também destacou que havia um intervalo superior a 12 horas entre a administração da adrenalina e o óbito, o que, segundo ele, indica a necessidade de avaliar outros elementos clínicos, como a pneumonia bilateral registrada no prontuário.
Em declaração, o advogado reforçou: “O Benício não morre no momento da aplicação, não tem as seis paradas cardíacas no momento da aplicação. É muito tempo depois. Ele vai para a UTI, os pais relatam que ele come, tanto que ele morre por broncoaspiração na UTI. Ele estava lúcido após receber a medicação e não teve parada imediata. Havia pneumonia bilateral atestada e mais de 12 horas entre a aplicação e o resultado morte, com monitoramento e demora na intubação, o que exige averiguação”.
Braga também negou qualquer tentativa de manipulação de provas, afirmando que toda a documentação anexada é do próprio hospital. Ele ainda mencionou falhas no sistema eletrônico do Hospital Santa Júlia, que, segundo ele, já havia sido alvo de críticas por imprecisões em prescrições. O advogado declarou que a defesa não pretende confrontar a família e se solidariza com os pais da criança.