sábado, 28 de fevereiro de 2026

Diretor-geral da PF reage ao PL Antifacção e afirma que não aceitará limitações à atuação da corporação

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, reagiu publicamente às mudanças feitas no projeto de lei conhecido como PL Antifacção, afirmando que não permitirá interferências políticas nem restrições nas atribuições da corporação. “Enquanto dirigente máximo do órgão, não vou aceitar nenhuma diminuição de competência ou restrição de atuação da PF”, declarou em entrevista ao portal UOL.

A fala de Rodrigues foi uma resposta às alterações propostas pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto na Câmara dos Deputados. O parlamentar, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, inseriu dispositivos que limitam a atuação da PF em casos de tráfico de drogas, milícias e facções criminosas, condicionando sua participação ao pedido de apoio dos governadores.

PF vê risco de enfraquecimento institucional

De acordo com integrantes da corporação, a mudança ameaça comprometer operações em andamento e abrir brechas que favorecem a impunidade. Para a PF, o texto revisado retira autonomia da instituição e enfraquece o combate ao crime organizado em nível nacional.

Reação do governo

O governo federal também se posicionou contra o substitutivo. A ministra Gleisi Hoffmann classificou as alterações como “a maior tentativa de afastar a Polícia Federal das investigações sobre o crime organizado”. O Palácio do Planaltoconvocou uma reunião emergencial na segunda-feira (10) para traçar uma estratégia política de reação, enquanto o PTanunciou que lançará uma campanha pública contra o novo texto, apontando-o como uma manobra de proteção a criminosos.

Derrite promete nova versão

Diante da pressão, Derrite afirmou que está revisando o projeto “para eliminar ruídos e evitar interpretações políticas”, mantendo diálogo com o Ministério da Justiça e a própria Polícia Federal. Apesar disso, fontes ligadas ao governo afirmam que a versão revisada ainda contém trechos que limitam o trabalho da instituição, como a obrigatoriedade de notificar autoridades estaduais sobre o início de investigações — medida que, segundo delegados, pode colocar em risco o sigilo das apurações.

Disputa judicial e autonomia ameaçada

Mesmo com ajustes, o texto mantém um ponto considerado crítico: ele define que a atuação da PF “não desloca automaticamente a competência para a Justiça Federal”, o que manteria parte das investigações sob o alcance da Justiça Estadual. Técnicos do Ministério da Justiça veem nisso uma tentativa de restringir a atuação federal e blindar agentes políticos locais.

Um delegado ouvido sob anonimato afirmou que “há muito tempo não se via um ataque tão direto às prerrogativas da Polícia Federal”.

Contexto das operações

O embate ocorre enquanto a PF conduz investigações contra facções criminosas com influência política, incluindo o PCC e o Comando Vermelho, além de apurar esquemas de desvio de recursos públicos via emendas parlamentares. Dentro do governo, o texto do PL é visto como uma tentativa de conter o avanço dessas investigações, apelidada nos bastidores de “PEC da Blindagem 2.0”.

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