sexta-feira, 16 de outubro de 2026

David Almeida pode ter mandato cassado após ser citado em ação por abuso de poder econômico

David Almeida pode ter mandato cassado após ser citado em ação por abuso de poder econômico

O prefeito David Almeida (Avante) foi citado e intimado pelo Juiz da 62ª Zona Eleitoral de Manaus, na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que apura o crime de abuso de poder econômico por meio da concessão de benefícios por líderes religiosos que estariam supostamente ligados à sua campanha eleitoral em 2024.

Caso a conduta seja comprovada, o político pode ter seu mandato cassado, assim como ser declarado inelegível.

Na ação movida pela Coligação “Ordem e Progresso” do deputado federal Alberto Neto (PL), consta a ‘Operação Eleições 2024’ deflagrada às vésperas da votação, no dia 26 de novembro, em que a Polícia Federal (PF) apreendeu R$21.650,00 e prendeu dois pastores, identificados como Flaviano Paes Negreiros e Werter Monteiro Oliveira, que estavam fazendo uma reunião dentro de uma igreja no bairro Monte das Oliveiras.

Conforme a PF, o dinheiro estava em envelopes brancos numerados com uma lista de presença com 50 assinaturas de eleitores, que seriam entregues a membros do templo religioso que teriam votado em Almeida.  

A entrega dos envelopes seguia um fluxo organizado e havia forte indício de que se tratava de uma operação estruturada, em que o líder anotava os nomes, outro conferia e entregava o dinheiro.

Em depoimento na sede da Superintendência Regional da PF, os pastores admitiram que receberam uma “oferta” de R$ 38 mil de “uma pessoa do David”.

Outros candidatos também são citados na AIJE nº 0601151-03.2024.6.04.0062.

Este mesmo crime levou o ex-candidato a prefeito da cidade de São Paulo, Pablo Marçal, a ser condenado pela Justiça Eleitoral. O empresário se tornou inelegível por 8 anos, após, em um vídeo, dizer que iria dar apoio político a quem fizesse uma “doação por Pix de R$ 5.000” para a sua campanha.

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