terça-feira, 13 de janeiro de 2026

‘Acompanhou o esquema’, diz PGR sobre Bolsonaro em plano de assassinato de Lula

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada na noite dessa terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

De acordo com procurador-geral da República, Paulo Gonet, o plano intitulado “Punhal Verde Amarelo” foi arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República, “que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”.

“O plano se desdobrava em minuciosas atividades, requintadas nas suas virtualidades perniciosas. Tinha no Supremo Tribunal Federal o alvo a ser “neutralizado”. Cogitava o uso de armas bélicas contra o ministro Alexandre de Moraes e a morte por envenenamento de Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca Gonet.

Além do ex-presidente, a denúncia da PGR inclui mais 33 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. As acusações envolvem militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

A denúncia da PGR ressalta ainda que outros planos foram encontrados em posse dos denunciados. Um deles se encerrava com a frase: “Lula não sobe a rampa”.

A prova de que o plano não ficou apenas na fase de planejamento seria a execução inicial da Operação Copa 2022.

“Foram levadas a cabo ações de monitoramento dos alvos de neutralização, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente eleito Lula da Silva. O plano contemplava a morte dos envolvidos, admitindo-se meios como explosivos, instrumentos bélicos ou envenenamento”, menciona o procurador-geral da República.

De acordo com a denúncia ao STF, no dia 15 de dezembro de 2022, os operadores do plano, com todos os preparativos completos, somente não ultimaram o combinado por não haverem conseguido, na última hora, cooptar o Comando do Exército.

O dia 9 de novembro de 2022 marcaria o início da fase mais violenta do plano de golpe de Estado. Foi quando o plano “Punhal Verde Amarelo” foi impresso dentro do Palácio do Planalto pelo e-assessor da Presidência da República e general do Exército Mário Fernandes, preso durante as investigações.

O documento foi levado por ele no mesmo dia ao Palácio da Alvorada. As investigações da Polícia Federal mostram registro de entrada de Fernandes no Alvorada à 17h48 do dia 9 de novembro.

“A ciência do plano pelo presidente da República e sua anuência a ele são evidenciadas por diálogos posteriores, comprobatórios de que Jair Bolsonaro acompanhou a evolução do esquema e a possível data de sua execução integral”, ressalta Gonet.

Compartilhar:

PUBLICIDADE

suzane
Suzane von Richthofen causa tumulto em delegacia ao tentar liberar corpo do tio, encontrado m0rt0 em casa
mae2
‘Ele só tava com uma 12’, tenta amenizar mãe de garoto de 17 anos m0rt0 em confronto com a PM
x(54)
Professor é preso por ab*s4r de alunos em troca de notas maiores
'F#d4-se a ONG': influenciador indígena afronta Funai e Ibama e diz vai derrubar área para criar gado e plantar soja
'F#d4-se a ONG': influenciador indígena afronta Funai e Ibama e diz vai derrubar área para criar gado e plantar soja
BDB35365-2A6F-4F55-8C05-1C8E7ED69003
Projeto de Roberto Cidade cria protocolo integrado para reduzir impactos das cheias e vazantes no Amazonas
pipoqueiro_
'Gordinho', autor de 19 homicíd10s, é pres0 trabalhando como pipoqueiro
Acusado de m4t4r homem a facad4s em academia chora na audiência e tem prisão preventiva decretada
Acusado de m4t4r homem a facad4s em academia chora na audiência e tem prisão preventiva decretada
x(35)
BMW da esposa do ministro do TCU é apreendida pela PF em operação contra o 'Careca do INSS'
Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão e a pagar R$ 30 mil por abus0s contra mais de 60 menores
Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão e a pagar R$ 30 mil por abus0s contra mais de 60 menores
x(15)
Pela 6ª vez, advogada é presa por furto de champanhe e whisky em supermercado
Verified by MonsterInsights