A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha foi presa em Cocalzinho de Goiás após questionar nas redes sociais o arquivamento de um boletim de ocorrência registrado por ela. A detenção ocorreu na quarta-feira (15), sob acusação de desacato ao delegado Christian Zilmon, responsável pela decisão.
Segundo a advogada, a publicação não teve caráter ofensivo. Ela afirma que apenas divulgou o despacho policial informando o arquivamento do caso, sem citar ou atacar diretamente o delegado.
O registro havia sido feito após Áricka relatar ofensas recebidas em comentários na internet. No entanto, o procedimento foi arquivado provisoriamente no fim de março, com a justificativa de falta de efetivo na delegacia.
Inconformada, ela solicitou a reabertura do caso e compartilhou o pedido nas redes sociais. Após as postagens, o delegado foi até o escritório da advogada e efetuou a prisão. De acordo com ele, houve desobediência durante a abordagem, o que motivou o uso de algemas.
Áricka foi liberada após pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil. Ela afirmou que aguardou por cerca de seis horas até conseguir efetuar o pagamento e relatou dificuldades, incluindo a exigência de dinheiro em espécie.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que abriu procedimento para apurar o caso e acionou o Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública. A Polícia Civil declarou que a ocorrência está sob análise da Superintendência de Correições e Disciplina.