quarta-feira, 1 de julho de 2026

Senador Omar Aziz defende e vota a favor da nova Lei de Licenciamento Ambiental

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial. Na ordem do dia o PL 1.360/2021, que amplia penas para crimes de violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes. Os senadores analisam, também, o PL 1.224/2019 que prioriza crianças em idade escolar no acesso a órteses, próteses e tecnologias assistivas. Em discurso, à tribuna, senador Omar Aziz (PSD-AM). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Omar Aziz (PSD-AM) emergiu como um defensor proeminente da recém-aprovada Lei Geral do Licenciamento Ambiental no Senado, rejeitando críticas e defendendo a necessidade de considerar as vozes da Amazônia na formulação de políticas regionais. Aprovada com 54 votos favoráveis contra 13, a lei provocou debates acalorados, especialmente entre ambientalistas e líderes do Norte.

Aziz argumenta que a legislação é crucial para impulsionar projetos de infraestrutura vitais, como a pavimentação da BR-319, que conecta Manaus a Porto Velho, e critica a burocracia excessiva que impede o desenvolvimento regional. “A verdadeira compreensão da Amazônia reside em quem a habita”, afirmou, rejeitando visões externas idealizadas.

O senador contesta a ideia de que os povos indígenas rejeitam o progresso, defendendo seu direito à dignidade. A nova lei simplifica o licenciamento e amplia o uso da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), buscando equilibrar desenvolvimento e respeito às particularidades locais.

Apesar do apoio da bancada amazonense, organizações como Greenpeace e Coiab expressaram preocupação com a possibilidade de a lei enfraquecer a proteção ambiental e limitar a participação indígena. As críticas se concentram na restrição da consulta prévia a territórios demarcados e nos potenciais impactos em áreas protegidas.

Aziz argumenta que a lei é um passo necessário para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, enfatizando a importância de considerar a perspectiva dos habitantes da região. O texto segue para sanção presidencial, em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP30 em 2025.

O senador criticou a visão idealizada da Amazônia por setores externos, afirmando que “não é quem toma chope em Copacabana que entende nossa realidade”. Ele também rejeitou a ideia de que os povos indígenas não desejam progresso, defendendo seu direito a uma vida digna. “É mentira dizer que o indígena não quer celular, energia ou água potável”, afirmou.

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