A Polícia Civil apura, com rigor, as circunstâncias que envolvem a morte da pequena Samyra Roberta de Lima Almeida, de apenas 10 anos, em Peruíbe, no litoral paulista. A criança foi encontrada sem vida dentro da própria casa, com uma coleira de cachorro, e exames médicos iniciais já apontaram indícios de violência física e sexual.
O sumiço da menina dentro do imóvel foi notado pelo irmão, que estranhou sua ausência no quarto. Durante a busca desesperada pelos cômodos, a criança foi localizada já sem vida, pendurada por uma coleira de cachorro. A cena, descrita por testemunhas como chocante, levantou de imediato suspeitas sobre a dinâmica do ocorrido.
Entre as hipóteses consideradas pelos investigadores está a possibilidade de que uma pessoa próxima à família tenha entrado na residência, aproveitando-se do acesso facilitado pelos fundos do imóvel. A tese ganha força diante da ausência de sinais claros de arrombamento.
Como parte dos esforços entender o que aconteceu, celulares de vizinhos foram apreendidos e deverão ser submetidos à análise técnica. A medida visa buscar imagens, mensagens ou qualquer vestígio digital que ajude a reconstituir os passos da vítima e de possíveis suspeitos.
A vizinhança, que chegou a se mobilizar na tentativa de socorro, permanece abalada com a brutalidade do episódio. O clima na região é de tensão e luto, misturados à indignação.
Os investigadores aguardam os laudos periciais complementares, considerados fundamentais para cravar com precisão as circunstâncias da morte e indicar os rumos da apuração. Até o momento, ninguém foi preso.