Agentes do 21º Batalhão da Polícia Militar encontraram, nesta quinta-feira (5), dois homens feridos na comunidade Trio do Ouro, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A ação ocorreu após informações que apontavam a possível localização de envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 13 anos, ocorrido recentemente na região.
Um dos indivíduos foi localizado no local com sinais de agressão. O segundo foi identificado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, onde já estava sob cuidados médicos. As circunstâncias dos ferimentos ainda são apuradas.
De acordo com o relato da vítima à polícia, ela estava em uma praça com uma amiga quando foi abordada por um grupo de homens armados, que a forçaram a entrar em um veículo. A adolescente afirmou que sete homens estiveram envolvidos no ataque, sendo que cinco participaram diretamente do estupro.
Durante a violência, a jovem também foi atingida por um disparo de arma de fogo que passou de raspão em sua cabeça. Os criminosos a teriam ameaçado de morte caso denunciasse o crime, afirmando que seus familiares seriam executados.
A Polícia Civil informou que, segundo uma linha de investigação, a adolescente teria ido a um baile funk de uma facção rival e mora em área controlada por outro grupo criminoso. A agressão teria sido uma retaliação pela sua presença no evento.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) local e o caso corre sob sigilo, em razão da idade da vítima. A Polícia Civil afirmou ter iniciado diligências imediatas para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.
Atendimento à vítima e reação oficial
A Prefeitura de São João de Meriti informou que a adolescente foi atendida inicialmente em uma unidade municipal de saúde, recebendo os primeiros cuidados, acolhimento psicossocial e início de tratamento preventivo. Seu estado de saúde é considerado estável. Posteriormente, ela foi transferida para uma unidade de referência pediátrica para continuidade do tratamento.
O prefeito Léo Vieira classificou o crime como “revoltante” e uma “atrocidade”, destacando que a adolescente está recebendo suporte psicológico e neurológico, inclusive por ter sofrido agressão na cabeça. “Toda a equipe de saúde está dando o suporte para ela e para a família neste momento difícil”, afirmou.
O policiamento na região foi reforçado após o registro da ocorrência. As investigações continuam em andamento.