segunda-feira, 2 de março de 2026

Julgamento que ocorreu a portas fechadas de acusado de m@tar tatuadora termina com pena de 17 anos

O Tribunal do Júri de Marabá encerrou na madrugada desta terça-feira (18) o julgamento de William Araújo Sousa, condenado a 17 anos, 10 meses e 16 dias de reclusão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual no caso da morte de Flávia Alves Bezerra. A sentença foi proferida pela juíza presidente Alessandra Souza Rocha após decisão unânime dos jurados.

O conselho de sentença reconheceu todas as qualificadoras do homicídio apresentadas pelo Ministério Público, especificamente a asfixia e a impossibilidade de defesa da vítima, afastando a tese de lesão corporal seguida de morte sustentada pela defesa. A pena principal foi fixada em 16 anos, 7 meses e 17 dias pelo homicídio, acrescida de 1 ano, 2 meses e 6 dias pela ocultação de cadáver e 6 meses pela fraude processual.

Durante o interrogatório, William confessou o crime e demonstrou a técnica de estrangulamento conhecida como “mata-leão”, utilizada contra Flávia. Sua versão atribuiu o desfecho fatal a um desentendimento sobre um maço de cigarros, informação que coincide com o laudo do Instituto Médico Legal que confirmou a asfixia como causa da morte.

A defesa, liderada pela advogada Cristina Alves Longo, considerou o resultado positivo em primeira análise, destacando que a magistrada observou parâmetros legais e circunstâncias favoráveis ao réu na dosimetria da pena. “O respeito estrito aos parâmetros legais demonstrou equilíbrio e técnica na análise do caso”, avaliou a defensora, que anunciou recurso apesar de classificar a condução do processo como técnica e equilibrada.

Em contrapartida, a promotora Cristine Magella, responsável pela acusação, manifestou insatisfação com a dosimetria penal e declarou intenção de recorrer para majoração da pena. Familiares de Flávia também se disseram insatisfeitos com o resultado, considerando a punição branda ante a gravidade dos fatos.

Um momento de destaque ocorreu quando a defensora Cristina Longo se dirigiu à mãe da vítima, Paula Carneiro, durante intervalo da sessão, pedindo perdão por exercer a função de defesa técnica, gesto que reforçou o compromisso ético da advocacia mesmo em casos de grande comoção.

O julgamento ocorreu em sessão reservada, com acesso restrito a familiares e representantes legais. A gravação será disponibilizada publicamente nas próximas horas, conforme determinação judicial. Com a sentença publicada, o processo segue para a Vara de Execução Penal, podendo ser submetido a instâncias superiores por meio de recursos das partes.

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