segunda-feira, 2 de março de 2026

Ex-policial bolsonarista é condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de petista

O ex-policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, de 40 anos, foi condenado nesta quinta-feira (13) a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do guarda municipal e militante petista Marcelo Arruda, de 50 anos, ocorrido em 2022. A vítima levou dois tiros em Foz do Iguaçu, durante a própria festa de aniversário.

A sentença foi lida pela juíza Michelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba, após decisão dos sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens. Guaranho foi acusado pelo Ministério Público de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil (divergência política) e perigo comum (disparo de tiros em um ambiente com outras pessoas).

O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, quando Guaranho invadiu a festa de Marcelo que comemorava 50 anos em um salão de um clube junto com amigos e familiares. Ele usava uma camiseta com a imagem do então candidato à presidência, Lula, e a festa tinha decoração do PT com balões vermelhos.

Segundo a polícia, os dois não se conheciam, mas o ex-policial penal ao saber da festa na temática petista, resolveu ir ao local gritar o nome de Bolsonaro, como forma de provocação. Não satisfeito, ele ligou o som do carro com músicas da campanha bolsonarista.

No depoimento que prestou ao júri, na noite de quarta-feira (12), Guaranho justificou que foi até lá “por brincadeira”. Acrescentou que hoje reconhece ter sido uma “idiotice”.

No dia do crime, Marcelo respondeu à provocação, gritando “[Bolsonaro] na cadeia”, e, após uma rápida discussão com Guaranho, pegou terra e jogou no carro do policial penal, que resolveu se vingar.

No depoimento ao júri, Guaranho alega que voltou ao clube porque teria percebido que seu filho de pouco mais de um mês, que estava dentro do carro, teria sido atingido com um pouco de terra.

A esposa do homem, em depoimento em um vídeo do Ministério Público, afirmou que isso de fato aconteceu, mas não foi nada grave e não machucou.

Guaranho depois volta ao local, mas a policial civil Pamela Silva, esposa de Marcelo, mostra o distintivo e pede para ele ir embora. No entanto, ao ver Marcelo ao fundo, ele começa a disparar tiros, atingindo dois na vítima.

Ele chegou a ser levado para um hospital, mas morreu na madrugada do dia seguinte, 10 de julho. Ao longo do julgamento desta semana em Curitiba, a defesa de Guaranho sustentou uma tese na qual Marcelo teria sacado a arma primeiro e, por isso, o policial penal teria atirado para se defender.

Porém, o Ministério Público reforça que Guaranho que partiu para o ataque, atirando três vezes, fazendo o homem devolver com seis tiros. O policial penal depois caiu ao chão, também foi baleado e levou chutes de três homens que estavam na festa. Atualmente, ele precisa utilizar muletas por causa dos problemas causados pelos disparos.

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