O advogado Matheus Menezes Matos, candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), voltou a ser eliminado em uma etapa do concurso público após ser considerado inapto nos exames biofísicos e biomédicos. A avaliação faz parte das fases complementares do certame realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Mesmo com o novo resultado desfavorável, Matheus permanece na disputa por força de uma decisão judicial provisória. A defesa do candidato informou que já apresentou recurso contra a reprovação. O resultado preliminar foi divulgado no dia 15 de maio, após os exames aplicados em 26 de abril. A banca ainda deve publicar a decisão definitiva.
O caso ganhou repercussão nacional depois que o candidato, que tem nanismo, foi eliminado anteriormente no Teste de Aptidão Física (TAF) ao ser submetido aos mesmos critérios exigidos dos demais participantes. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a banca realizasse uma nova avaliação física com adaptações compatíveis à condição dele.
Formado em direito, Matheus afirma que solicitou atendimento especializado dentro do prazo previsto no edital, mas acabou desclassificado ao não atingir uma das marcas exigidas no teste físico. Nas redes sociais, ele vem compartilhando a rotina de preparação para as próximas etapas do concurso e para a reaplicação do TAF.