A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue aprofundando as investigações sobre o estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro em Copacabana, na Zona Sul da cidade. No último domingo (8), imagens obtidas pelo programa Fantástico revelaram o momento em que o grupo de cinco jovens aparece aparentemente comemorando o crime dentro do elevador do prédio onde a violência aconteceu, logo após deixarem o apartamento.
“A mãe de alguém teve que chorar, porque as nossas mães hoje… “, afirmou um dos envolvidos na gravação, em tom de deboche, enquanto desciam pelo elevador. Todos riem.
De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o crime ocorreu em um apartamento localizado na rua Ministro Viveiros de Castro. A vítima foi atraída até o local por um colega de escola, também menor de idade. O adolescente teria solicitado que a jovem levasse uma amiga, mas ela não conseguiu e compareceu sozinha.
Durante o trajeto, o colega insinuou que outros amigos estariam no imóvel e que eles fariam “algo diferente”, proposta imediatamente recusada pela vítima. Já no apartamento, a adolescente foi conduzida a um quarto e, enquanto mantinha relações sexuais com o jovem que a convidou, os outros quatro homens invadiram o cômodo e a violentaram.
Familiares da vítima relataram à imprensa que verificaram hematomas no corpo da adolescente, da altura das axilas até as coxas.
Todos os envolvidos estão detidos
Os quatro acusados maiores de idade estão presos. Vitor Hugo Simonin, 18, e Bruno Felipe dos Santos Alegretti, 18, apresentaram-se à polícia na última quarta-feira (4) e tiveram as prisões mantidas pela Justiça. Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, já haviam se entregado na terça-feira (3). Os quatro são réus no processo e respondem por estupro qualificado, com agravante de concurso de pessoas e vítima menor de idade.
Já o adolescente de 17 anos, apontado pelas investigações como peça-chave no crime, foi apreendido na última sexta-feira (6) após se entregar na 54ª Delegacia de Polícia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, acompanhado de advogado. Ele estava foragido desde quinta-feira (5), quando a Justiça expediu mandado de busca e apreensão.