A família de Maria Luiza da Silva Cabral, de 19 anos, ainda não sabe o que aconteceu com a jovem. Morta na Estrada de Passarinho, na Zona Norte do Recife, ela teve o corpo reconhecido há 12 dias. Desde então, os parentes aguardam a conclusão do inquérito policial. O corpo apresentava tiros, facadas e queimaduras parciais.
Maria Luiza era mãe de dois filhos. De acordo com a família, ela saiu de casa para encontrar um empresário e não voltou. A última vez em que foi vista, entrou em um carro no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, onde morava.
Para Marilene da Silva, mãe da vítima, a espera por respostas tem sido dolorosa. Ela conta que precisou se manter forte durante o enterro e só conseguiu chorar dias depois, no túmulo da filha.
“Estou a cada dia mais tentando buscar resposta. No enterro da minha filha, não tive nem o direito de chorar para poder pedir justiça. Hoje é que eu fui ao túmulo da minha filha para poder chorar, porque esses dias todos estava dopada para poder ter força e pedir por justiça”, desabafou.
Família aponta possível ligação com empresário
Os parentes de Maria Luiza suspeitam que o crime tenha relação com um empresário que ela teria conhecido pouco antes de desaparecer. Segundo Marilene, o primeiro contato entre os dois aconteceu no dia 24 de agosto, por meio de um amigo em uma rede social. O nome dele não foi confirmado.
A mãe da jovem relata que, no dia seguinte, a ex-mulher do empresário apareceu no salão de beleza onde Maria Luiza trabalhava, discutiu com a sócia dela e a feriu com uma tesoura. Depois da confusão, ainda conforme Marilene, o empresário fez um Pix de R$ 2 mil para as duas e prometeu transferir mais dinheiro, desde que não registrassem boletim de ocorrência.
“Ela conheceu esse rapaz na segunda-feira. E na terça-feira houve a briga com a ex-mulher dele. Na quarta-feira, ele ofereceu um dinheiro para minha filha e para sócia não denunciarem a mulher dele. […] Ele ainda fez essa quantia de um Pix no nome dele para minha filha. E na sexta-feira ele falou que daria outra quantia. Foi quando ela [Maria Luiza] sumiu, e eu só encontrei minha filha sem vida”, contou.
Marilene afirma que a família já conhecia a ex-mulher do empresário, mas não tinha relação com ele.
“A ex-mulher desse rapaz, a gente já conhecia ela há muito tempo por ela fazer parte da mesma comunidade e vivia sempre na rua em que eu moro. A gente só não conhecia o ex-marido dela”, disse.
O celular da vítima e outros objetos localizados ao lado do corpo foram recolhidos e estão sendo periciados pelo Instituto de Criminalística (IC).